E chegamos a Junho, mês de Mundial, ainda em suspenso com a situação de Cristiano Ronaldo, se estará ou não em condições físicas para ajudar em pleno a selecção nacional. Terminados os campeonatos nacionais, faltando apenas esclarecer a situação das equipas do campeonato nacional de seniores, onde se inclui a Camacha, que terá o seu “match-point” no próximo Domingo contra o Lourinhanense, os olhos dos adeptos do futebol viram-se para o campeonato do mundo que vai ter lugar no Brasil. A grande dúvida sobre se o Brasil está preparado para receber o evento continua, os estádios, dizem estar prontos mas tudo o resto estará “remendado” para servir com os mínimos exigíveis os adeptos que irão deslocar-se ao Brasil. Muitas dúvidas subsistem sobre os que os brasileiros, que durante meses protestam sobre esta realização irão fazer, sendo certo que já ameaçaram complicar e muito a vida às autoridades. O que é exigível à nossa seleção neste Mundial? Por mim, passem a fase de grupos e depois logo se vê. Ainda este mês teremos as eleições para a Liga, pelos vistos algo de muito apetecível, tendo em conta o número de candidatos, todos eles contabilizando inúmeros apoios que justificam as suas candidaturas. Das duas uma, ou anda muita gente a dizer uma coisa e depois vai fazer outra ou andam candidatos enganados e, ou ilusionados. Juras de amor existem muitas, mas o que vale é o voto depositado em urna. Não será por acaso que uma vez um presidente de um clube da I Liga, quando questionado sobre quem era o seu candidato, a sua resposta foi, “depois de divulgados os resultados digo.” Curiosamente estamos a passar uma fase em que existem candidatos e pseudos candidatos a muitos órgãos e instituições, uns sérios e com projecto, outros com ideias interessantes e úteis para o debate e outros que nem uma coisa nem outra. Há quem pense que vale muito e não será o caso. Há quem confunda ideias com idiotices e pense que pôr-se a jeito é a mesma coisa que ter jeito. Sabendo ao que vão alguns “candidatos” e alguns “projectos de candidatos”, deixo este “conselho” dos tempos de universidade de um professor para uma aluna, num exame oral, percebendo ao que ia a referida aluna: “Que as suas respostas sejam tão curtas como a sua saia e tão boas como as suas pernas”. Não basta querer, é preciso saber o que fazer e como fazer e tendo sempre presente que os fins não justificam todo e qualquer meio. Força Portugal!
Duarte Vieira Advogado