Da semana que passa ficam sob suspeita aqueles que não se conformam com o facto de haver no PSD-M muita gente que, desde há uns meses, mais parece ser da oposição.
Compreende-se que muitas vozes habituadas a ser únicas no contrapoder se sintam ameaçadas pelas fracturas expostas pelos próprios social-democratas, sejam eles desavindos, promotores de projectos ou candidatos sem rumo; sejam eles filhos do carro preto, membros da ‘geração inconformada’ ou reféns da renovação adiada; sejam eles políticos oportunistas, de memória curta ou com sede de vingança.
Fazem mal. Deviam estar gratos a esta vaga de calor político capaz de derreter ‘gorduras’ acumuladas , às brigas pedagógicas que tornaram mais claro o que o ‘Cuba Livre’ tarda em dissipar e às rupturas que denunciam clientelismos. Como é moda dizer-se, esta é uma janela de oportunidade e fechá-la revela aselhice imperdoável.
Só não muda quem é burro ou quem, por teimosia, insiste em querer parecer imaculado, mas tremendamente incoerente. O arquivo do DIÁRIO tem contradições de políticos que sustentam sem qualquer esforço mais de 13 de volumes e 10 mil páginas de intrujices públicas e publicadas.
Na política, como em muitos sectores da actividade, está tudo inventado. Por isso, não se percam em acusações de plágio que roçam o ridículo. Inovador seria haver arte e engenho, coragem e determinação para implementar medidas que tardam. De que estão à espera?
Se todos, menos Jardim, querem um novo hospital, escolas inclusivas, um CINM dinâmico, a prostituição legalizada, promoção a uma só voz, um AICEP madeirense, um jornal sem Governo, uma Madeira atractiva, empenhem-se nisso. Ou será preciso rever a Constituição, importar quem tenha Autonomia em cada gesto e ostentar um notável factor x ao nível da responsabilidade?
Se no passado recente houvesse de facto diferenciação, o povo já teria notado e feito as emendas a condizer.