Responsabilidade. Dedicação. Trabalho. Empenho. Criatividade. Solidariedade. Unidade naquilo que é essencial. As frases e a expressão com que começo este texto não são apenas “chavões”, lugares comuns atirados para cima da folha em que escrevo. São, no seu conjunto, a chave que nos permite sair da crise em que a Madeira está mergulhada.
Hoje, os cidadãos da Região têm o dever de fiscalizar mais e melhor o desempenho daqueles que ocupam cargos políticos, não permitindo a repetição dos erros que nos conduziram até aqui. Cada vez mais, ao direito a ser ouvido deve corresponder uma maior participação na vida colectiva.
Hoje, a classe política da Madeira e do Porto Santo tem o dever de, empenhadamente, procurar soluções, ouvindo os Madeirenses e Portosantenses, ouvindo os técnicos e os peritos, mas sem se desresponsabilizar. Desistir ou persistir no erro significa hipotecar o futuro da Região.
Entendo, por isso, que deve fomentar-se o diálogo. Os cidadãos devem participar. Os políticos devem ouvir e devem estar abertos para discutir, entre si e com a sociedade, os caminhos a seguir.
Existem temas que devem preocupar todos os partidos com capacidade para governar, o CDS, o PSD e o PS. Encontrar soluções para resolver os enormes desafios que temos pela em áreas como o emprego, as finanças e a economia, o turismo, a educação e a saúde, exigem que se encontrem plataformas de entendimento. Exigem que a política feita com responsabilidade substitua a “partidarite”.
Assim sendo, o desejo de ser poder, ou de manter o poder, não pode cegar quem tem funções políticas. Não pode contribuir para aumentar os problemas através da prossecução de estratégias que não tenham como preocupação central o bem comum. Cada passo deve ser muito bem ponderado. Cada palavra deve ser bem medida. Cada entendimento deve ter como objectivo resolver problemas e não agrava-los.
Que caminhos queremos seguir, sabendo que na esmagadora maioria dos casos as soluções mais radicais ou mais experimentalistas não são eficazes?
Esta é a pergunta que todos devemos fazer, com responsabilidade, procurando com empenho, com dedicação, com trabalho, com criatividade e solidariamente, as respostas.
Não queria terminar sem anunciar que, na semana que hoje começa, o CDS-PP Madeira apresentará o seu projeto de revisão constitucional que eu, como deputado eleito à Assembleia da República, entregarei no parlamento nacional. O documento, que será dado a conhecer a todos os Madeirenses e Portosantenses, aposta sobretudo na inclusão, no texto fundamental, de normas que clarifiquem a relação da Região com e Estado, e de outras que contribuam para moralizar a vida política na Madeira.
Rui Barreto