
Em menos de uma semana, os mesmos personagens, quase todos com décadas de tempo de serviço na política, protagonizaram dois momentos ridículos, caricatos, que só serviram para produzir mais anedotas que têm como vítimas os madeirenses. Os que votaram nesta gente e os que há muito os querem ver pelas costas.
A proposta de revisão constitucional, redigida em fascículos no Porto Santo, entre um prato de lapas e umas imperiais, só deu para rir, mesmo que tenha sido apresentada pelos bombeiros de serviço na capital.
Nenhum partido seguiu a iniciativa, PSD e CDS nem querem ouvir falar dela e, se chegar a ser votada terá, no máximo, quatro votos. Isto se os deputados do PSD-M não adoecerem, entretanto.
Pior foi o momento de stand-up comedy que teve como palco uma das maiores anedotas da Madeira Nova: a representação em Lisboa que também dá pelo nome de Casa da Madeira e que há muito entrou no anedotário regional.
Outra ideia, produzida no meio da poncha e dos amendoins e que sempre pareceu uma brincadeira, acabou por custar umas centenas de milhares de euros e até envolveu académicos que deveriam ter mais juízo.
Pretender ‘contabilizar’ o deve e o haver, entre a Madeira e o resto do País, durante cinco séculos é muito mais do que ridículo, é uma tentativa patética de tentar justificar o injustificável: uma dívida monstruosa que não tem reflexo claro na obra produzida. É conversa para vender a quem quer ser enganado. Cada vez menos gente, felizmente.
O mais grave é que a figura triste que foi feita, ao longo de mais de duas horas, não prejudica os protagonistas mas, sim, os madeirenses. De ser gozados não escapamos e nem temos argumentos para pedir ‘misericórdia’...