J. Edgar Marques Da Silva Fazem falta “gente assim”, que não se deixa admoestar, pela admirada “lábia”, aquela que seduz, aquela que se revela vazia e de concreto, nada nos deixa, em termos de obra feita senão a falácia que por breves momentos foi como que um espectáculo de artificio, de fogo, que acabando, resta apenas o fumo e as trevas. Assim são, infelizmente, alguns fenómenos, que acalentam a esperança que vinguem novos projectos, uma lufada de ar fresco, tão esperada e tão desejada, que é “meio caminho andado” para a vitória, a qual, pela tão profícua e inata “lábia”, torna-se garantida. Mas, a humanidade, a mente, por vezes tão iluminada, brilha tanto, que ofusca e cega, e lá dessa humanidade, temos o azar de parir, comportamentos; algo, inesperado, que nos troca as voltas, geralmente, basta saborear, o doce poder, nem precisa de ser muito forte, mas o suficiente, para moldar aquele, que parecendo, consensual, torna-se num consentido, adepto tomando-lhe o gosto, não hesita, que se façam sacrifícios em nome, do continuo sentir, paladar, que confere o permanecer, no comando, mesmo que todas as pastas, tenha de sentar ao colo: assim nascem e nasceram “ministros de todas as pastas”, e aqueles que julgam “sozinhos”, conseguir tudo fazer, cegos, que não se apercebem como são comandados, robotizados, mas iludidos e hipnotizados pelo poder que é temporal e efémero; e enferma também. Faz falta sim gente que não se deixa admoestar, que são insubmissos, com o cuidado de não serem rebeldes, insubmissos, porque homens de honra, cavaleiros da dignidade, defensores do brio, do ser homem e mulher onde os valores da humanidade prevalecem. Mas infelizmente é este mundo ainda partilhado entre aqueles que submissos em matilha enfrentam outros insubmissos num jogo doentio, aguardando pacientemente que uns se curvem perante outros, infelizmente ao que parece ainda alguns que se julgavam puros insubmissos, com tanta facilidade se quebre uma verticalidade numa sociedade onde ainda impera uma ética e uma moral tetraplégica: eis a verdade da política e aquilo que não parece, mas que na verdade é. Mesmo assim prefiro continuar a ser insubmisso, reconheço o erro e com ele apreendo, mas raramente me arrependo, no entanto reconheço que para ceder muitas vezes tenho de reconhecer que errei...e continuo aprendendo...insubmisso sem ser rebelde.