No nosso país, sempre que falamos de desporto o futebol vem à baila e mesmo aqueles como eu, que têm uma outra modalidade predileta são contagiados pelo desporto rei.

Na ressaca da eliminação da equipa das quinas no mundial do Brasil a minha deceção é comum a milhões de Portugueses pois, como muitos, esperava mais da equipa Nacional. Porém e porque não fico eufórico nas vitórias, também as derrotas são aceites com naturalidade e sem dramatismos e sempre com a máxima de que há imensas coisas muito mais importantes que o futebol.

Neste mundial em jeito de balanço à prestação da nossa seleção, vários condicionalismos limitaram a equipa, começando pela atuação do “nosso” Cristiano Ronaldo, a quem se deve em larga medida estarmos no Brasil, a recuperar de lesão, diminuído fisicamente e acusando em demasia o desgaste de uma época jogada em nível altíssimo. Vi contra os Estados Unidos o CR 7 muitas vezes em fora de jogo, livres à sua maneira a serem chutados de maneira atípica e ainda neste último jogo com o Gana falhanços à frente da baliza anormais para ele. Mas o homem (apesar de parecer) não é uma máquina e penso que ele mais que ninguém deve estar frustrado com o seu rendimento. No jogo contra a Alemanha apesar de um início prometedor, um penalty tirado à lupa contra nós virou completamente o jogo, com mais uma expulsão infantil (a propósito tenho visto neste mundial agressões e “embrulhadas” mais graves não serem punidas ou então simples amarelos) e mesmo com menos um não foi marcado contra os germânicos a grande penalidade mais evidente do jogo.

E já que falo de arbitragens no jogo frente aos americanos e com o resultado favorável a Portugal ainda na primeira parte há uma evidente agressão ao Meireles que não foi sancionada com o correspondente vermelho.

Tivemos também e em todos os jogos um número considerável de lesões obrigando a substituições forçadas, limitando possíveis opções táticas no decorrer das partidas.

Na minha opinião estes fatos tiveram muita influência nesta eliminação numa seleção que não é tão forte como muitos pensam nem tão fraca como os “velhos do Restelo” para seu gaudio agora, mais que nunca, vão dizer.

Quanto ao selecionador, acho que levou os melhores (tirando o Quaresma, discutiu-se muito eventuais suplentes) acho bem a aposta no núcleo duro (vê-se isso em todos os selecionadores) e agora há que renovar tranquilamente a equipa já a pensar no Europeu.

Apontamento final para informar que vamos ter no fim-de-semana de 5 e 6 de Julho atletismo de alto nível no Centro Desportivo da Ribeira Brava, onde estão confirmadas a presença de mais de 20 seleções europeias que vão disputar a primeira e segunda ligas da Taça da Europa de Provas Combinadas. Teremos cá mais de 100 pessoas (sem custos para a região) para um evento atlético de alta qualidade com os benefícios para a economia regional que o turismo desportivo acarreta.

Egídio Olim