J. Edgar Marques Da Silva Temos ultimamente, gasto rios de tinta, sobre esta temática, em especial um governo, que de forma ignóbil, com resquícios de traição à pátria, “vende os seus”, num mercado global de trabalho, como se estivesse “leiloando escravos” á volta de um pelourinho dos tempos esclavagistas, puros e duros. Não se pense, que os tempos de hoje, “são outros”, a escravatura por esclavagistas económicos, dos tempos modernos, existe, inclusive, com suporte legal, basta ver as resmas de leis e de inconstitucionalidades que este governo de Passos tem levado ao parlamento, e que uma maioria, associada, vota em sintonia, pela manutenção das suas mordomias e vendendo o pais, como um paraíso de mão-de-obra barata, inclusive, a parceiros europeus como os Alemães, que resgataram economicamente os seus bancos, “ajudando os banqueiros portugueses” a se e capitalizarem. Produtividade; produzir mais, não significa “ter de trabalhar mais horas”, antes pelo contrário, “produtividade é a redução do tempo gasto para executar um serviço, ou o aumento da qualidade de produtos elaborados, com a manutenção dos níveis de qualidade, sem o acréscimo de mão-de-obra ou aumento dos recursos necessários”; a esta é necessário, associar procedimentos que incrementam a qualidade de vida no trabalho, e uma delas, é um horário, o mais adequado, de 35 horas semanais, que permite também, se promover a coesão familiar, pela necessária e crucial aposta na coesão das famílias, as quais são o núcleo cujo somatório é muito maior que a soma das partes e que tem como resultado uma sociedade, onde o seu consciente colectivo, é saudável, permitindo assim uma continua produtividade, em todos os sectores de actividade económica: sustentabilidade precisa-se para assim uma sociedade criar condições em verdadeiramente olhar pelos mais frágeis, com equidade e justiça social. Por isso voltar ás 35 horas é uma questão de maior produtividade e de garantia da sanidade mental de uma nação, e de uma região, é inaceitável que na saúde, e empresas relacionadas com a actividade, se mantenham horários de 40 horas, com profissionais desmotivados, com maiores riscos de doenças profissionais, baixas em catadupa, onde não se produz mais e melhor, antes pelo contrario, em condições onde a qualidade de vida no trabalho, desmontam qualquer intenção de candidatura a processos de qualidade. Julgo que os actuais actores políticos a manter toda esta panóplia de agressividade aos direitos a dificultar o cumprimento dos seus deveres como trabalhadores, assim como a actual desconsideração da actividade política e governativa, estão simplesmente a atalhar caminho para uma derrota humilhante, mas merecida.