A Ponta do Sol é um concelho muito atractivo com uma beleza impar e um clima fantástico a que se junta a simpatia e hospitalidade dos seus habitantes. Concretizadas as principais infraestruturas do concelho, nos últimos anos assistiu-se à recuperação cuidada do seu centro histórico e da sua oferta balnear, sendo que hoje a pitoresca vila – impecavelmente arranjada nos espaços públicos – congrega de forma crescente um conjunto de investimentos bem pensados que podem assegurar a sua sustentabilidade económica no futuro. Três unidades hoteleiras bem integradas e com grande dinâmica na inovação turístico/cultural – sendo de destacar com toda a justiça o papel decisivo do empresário André Diogo e da sua estalagem da Rochinha; um conjunto de bares e cafés muito bem decorados, com um design inovador, esplanadas originais e uma lista de produtos, muitos deles regionais, muito bem apresentados, - consequência de uma aposta de empresários jovens e informados que em boa hora decidiram criar os seus próprios negócios; uma frente mar dotada de óptimas condições, com uma boa oferta de restauração e infraestruturas devidamente tratadas, fruto do empenho e atenção do Presidente da Câmara e da sua equipa; um ambiente jovem e cosmopolita, onde se respira, uma conjugação ideal entre a tradição e a modernidade. Estou certo que este centro histórico tem um enorme potencial ainda por explorar, basta pensar nos efeitos multiplicadores que o Centro Cultural John dos Passos pode ter na internacionalização e promoção da Ponta do Sol; e na recuperação possível de outros edifícios marcantes como o antigo cinema daquela vila, ou a dinamização do antigo e belíssimo Cais para a prática dos despostos náuticos. Em suma, a Ponta do Sol vai no bom caminho e hoje tem todas as condições para continuar a desenvolver com inteligência as suas valências histórico-culturais de atractividade para o turismo e para a juventude. Ridículo As artimanhas e simulações transversais,que servem alternadamente para a pancadinha e para a facadinha,os jogos de cintura e o sebastianismo de trazer por casa, os vícios atávicos do aparelhismo e da dependência, regressaram em força com as eleições internas no PSD/M. Existe um Secretário Regional, coitado, que não se cansa de telefonar aos quadros e funcionários que tutela, militantes do PSD, para votarem num determinado candidato e subscreverem a respectiva lista. Estes, inteligentemente, dizem que sim para não os chatearem, e depois vão votar onde muito bem entenderem. O triste da coisa não é sequer a falta do sentido do ridículo, desse Secretário, mas o facto de ele presumir que a partir da sua posição institucional pode coagir os seus funcionários militantes a votar num candidato que eles não querem. Uma tristeza!

Miguel Albuquerque Candidato a líder do PSD-M