Padre Rafael Andrade Ele e eu entrámos no Seminário da Encarnação em Outubro de 1946. Fizemos juntos uma caminhada de treze anos que terminaria em Julho de 1959. A 15 de Agosto desse mesmo ano com a recepção da Ordem de Presbítero, na Catedral do Funchal, em celebração solene presidida pelo falecido bispo D.David de Sousa, separámo-nos, para ocuparmos o posto que nos havia sido previamente confiado.. Mesmo assim encontrávamo-nos de vez em quando e parillhávamos momentos de sã camaradagem e euforia. Os seus dotes intelectuais eram «quanto basta» para um simples exercício ministerial.. Visitei-o na cama do hospital onde havia poucos dias entrara para tratamentto. Quando lhe perguntei a razão do internamento respondeu: “tenho diabetes como tu”. Desconhecia e bem que a dura e dramática realidade era escondida a seus olhos. Tinha um cancro nos pulmões. Quando ontem concelebrava a missa de corpo presente na ampla e bela igreja paroquial de S. Martinho, pensava: A quem posso comparar um homem assim? Ao cura de Ars João Maria Vianney, modelo e protetor dos párocos? A João Bosco, fundador da ordem salesiana e educador dos jovens? Ou numa perspectiva atualizada, ao Papa Francisco, profundo conhecedor da psicologia humana na comunicacação da Palavra?. Assim se justifica a presença massiva do clero madeirense e dos fiéis vindos das paróquias onde o Padre José Teixeira exercera o seu ministério. Esse testemunho foi-nos transmitido pelas mensagens pronunciadas pelos oradores ontem em nome do povo cristão e das comunidades onde o padre Teixeira exerceu o ministério.... Nós que aguardamos o momento supremo do nosso encontro afirmamos: Até um dia bom Padre Teixeira.