JCS será neste momento o mais querido delfim do velho chefe insular. O espaço, “Dando Nome às Coisas”, na TSF-Madeira, protagonizado pelo vice do mando laranja, veio acentuar esse fraquinho do dono vitalício do poder pelo ex-jota que lhe foi confiado para fazer subir na política - compromissos são compromissos.

Esta minha conclusão não se deve ao facto de o espaço existir, porque, do género, há-os muitos por esse Portugal, com mais ou menos contestação; nem por quem o protagoniza, mesmo que mais contestações existam, à boca mais ou menos calada; mas, sim, pelas variáveis surgidas, que seriam impensáveis em tempos não muito idos.

Alguém se lembra da ordem, acatada por muitos, para não produzir opinião para “uma redação onde predomina uma esquerda comunista” e de ataques a jornalistas, quer do Diário quer da TSF? Pois agora é JCS, o mais graduado dos colaboradores de AJJ, quem atravessa a redação do jornal dos ingleses e da TSF e ali bota palavra, todas as segundas-feiras. Não esquecendo outras figuras laranja, que já foram das mais fortes cúmplices do homem, que não só usam as colunas do Diário, como as aproveitam para “lavar a roupa suja”, contra o chefe e uns contra os outros.

Voltando ao “Dando Nome às Coisas”, ao contrário do que seria, se acontecesse na RJM, sublinha-se o reconhecimento na credibilidade da antena da TSF, com difusão mutiplicada por rádios afectas ao aparelho dominante na Madeira. Mal comparado, é assim a modos que uma secção do Diário no JM, ou da TSF na RJM, embora desnecessárias, por sobreposição e por não trazer mais valia ao original, ao contrário da propagação em rádios locais em zonas onde a TSF não cobre como conviria.

Curioso é o facto de as rádios de JR não estarem metidas nesta rede. Alguém não está com ou está contra alguém. E é também de criar espécie o silêncio de AJJ sobre tudo isto ou concluir que ele também está à sorrelfa nesta estratégia: JCS aproveita as ondas da TSF e vende o seu peixe em toda a rede possível; MAC, que entra no circuito, vai pelos campos dentro dizer que é um homem do povo para que o povo seja dele; na altura certa, um dos dois delfins cede a favor do outro; finalmente, e em função da força das outras candidaturas, o que ficar, ou os dois à uma, devolvem todo o capital ao apregoador de saídas, mas sempre no poleiro, que volta a enganar o povo e entra na liça.

E cai por terra a tese estupidamente massacrante de AJJ de que “os ingleses” se juntam à esquerda comunista contra o poder instituído, antes operam equidistantes no sistema democrático. Enfia a carapuça.

Eduardo Fonseca