M. P. O título de 05 de Junho de 2014 do Diário de Notícias, com chamada de primeira página, é com toda a certeza, um resquício tardio do dia 1 de Abril.

Manuel António encontra-se como Secretário Regional do Ambiente desde 2000. Já foi nomeado 4 vezes Secretário Regional para 4 Governos diferentes.

Quantas mudanças efetuou? Quantas vezes renovou? Quantas vezes apostou em dirigentes mais novos na sua área de atuação?

Nas Pescas? O mesmo diretor regional desde os anos 80! Um jovem por isso, com ideias inovadoras, modernas. Uma direção regional reformadora.

Nas Florestas? O mesmo diretor regional desde os anos 70! Ainda mais jovem que o anterior. Com a particularidade que deve gerir 1% da nossa floresta, porque o restante é gerido pelo Parque Natural da Madeira. Esta é a direção regional mais renovadora de Manuel António.

Na Agricultura? Só ao fim de 3 mandatos (em 2007), e porque o anterior Diretor exigiu sair. Nomeou um “jovem de ideias inovadoras”, que já era Diretor de Serviços, desde os anos ... Como presente levou consigo a pecuária, extinguindo o setor. Nem vale a pena falar dos campos agrícolas ao abandono, nem na empresa da banana (com a jurássica diretora dos portos – essa senhora deve ser diretora desde os anos 60). Assim, Manuel António tem a direção regional mais inovadora pela extinção.

Manuel António inovou nos lixos. Extinguiu o Saneamento Básico, juntou ambiente ao lixo, depois o lixo às aguas, depois as águas às levadas e depois, qualquer coisa mais. No meio disto, milhões em escritórios de advogados de jovens inovadores para fusões, separações e novas fusões.

Com esta confusão, já vai em 5, 7 ou 9 empresas para gerir lixos e águas, todas sempre muito bem geridas, por um “jovem”, muito “jovem administrador”, Pimenta de França, que vai acumulando prejuízos. É a empresa revolucionária na gestão de criação de mais jovens empresas com mais novos prejuízos. Acompanha o ilustre administrador presidente, um séquito de outros administradores, todos eles colegas de escola do administrador presidente.

No Vinho ainda tentou! Justiça seja feita. Quatro anos depois, numa lufada de coragem nomeou uns jovens. Pouco duraram e foram rapidamente substituídos por uns aparelhistas (um antigo presidente da JSD, que nem a história recorda o nome).

O ordenamento do território (2012), desde que passou para a sua tutela, passou de assunto inovador a assunto tabu! Esfumou-se no ar! Mexe com muitos interesses, não é verdade?

E por falar em interesses, a inspeção do ambiente já tinha ido na mesma fogueira. Depois de desmantelada nas estações de triagem construídas para os lixos (lembram-se), foi incinerada na Meia Serra enquanto funcionava.

No seu Gabinete, Manuel António apostou em quadros muito novos. Aí temos de lhe dar razão. Apostou no Chefe de Gabinete, que já era seu vice, na década de 90, no Instituto da Habitação. Jovem…

Entretanto, houve umas quantas de caras inovadoras em quem Manuel António apostou. Num dia apostou, no dia seguinte arrumou! Lembram-se de Domingos Abreu? Susana Fontinha? Cristiano Loja? Ana Meirinho? Paulo Rodrigues? Joana Rodrigues? Isabel Figueiroa? Carlos Rodrigues? Ricardo Delgado? Francisco Quintal?

Alexandra Cardoso? Bruno Macedo? Manuel Ara? Paulo Clode? Paulo Atouguia? Ricardo Rodrigues? Filipe Marques? …

Fica ainda para contar a história, o senhor da festa do limão, o Senhor Bragança de S. Vicente que vai dividindo os despojos da malograda Ilma com o pai do Chefe de Gabinete (sim, o pai!).

Moral da história: não se apregoa aquilo que não se quer fazer! Muito menos quando já se teve a oportunidade de fazer, e não se quis/soube/conseguiu (escolha o que entender) nunca o fazer.