Miguel Alves Saudades da minha infância Do meu ser tão pequenino. Vestindo minha ignorância Ignorava meu destino, Nessa longínqua distancia, Neste tão curto caminho Sinto meus pés no caminho, Que pisando chegava à escola. Ainda revejo o cantinho Onde pousava a sacola E aquele colega franzino, Que comigo jogava bola Que alegria redobrada Nessa noite de magia, Numa mentira sagrada Que o pai natal existia. Nessa alegre consoada Que a família se reunia Ainda paira no ar O cheirinho da cozinha E o sossego do meu lar. A história da carochinha Que o meu pai sempre tinha, A paciência de contar.