José Fernando Fontes Fortuna Eu e a minha mulher marcamos presença na Madeira de 2 a 8 do corrente mês. O motivo principal era podermos assistir à Festa da Flor, que em outras ocasiões não nos tinha sido possível apreciar em toda a sua beleza. Procuramos arranjar lugares sentados em bancadas que julgávamos existir no trajeto do cortejo. Não havia vagas disponíveis. Ficamos admirados de só haver montada uma pequena bancada, de escassas dezenas de lugares, que foi ocupada sobretudo pelas entidades oficiais. Muitas horas antes do início do cortejo, milhares de pessoas já ocupavam as margens da avenida por onde ele passaria. A nós, como ainda a muitos outros turistas, bastou somente ver as cabeças dos intervenientes e a parte mais alta dos carros alegóricos. Achamos caricato o facto de não ter havido a iniciativa de apresentar bancadas com espaços suficientes para que os turistas pudessem comprar lugares de observação com alguma comodidade, a exemplo do que acontece noutros locais onde há espetáculos lídicos ou desportivos ao ar livre. Estamos convictos que ficou por arrecadar uma quantia apreciável de dinheiro, além de ter ficado como lembrança nos que se deslocaram naquela data à Madeira uma grande desilusão. Não descortinando outra razão para a falta apontada, ficou-nos a ideia que houve tacanhez da parte dos responsáveis do Turismo da Madeira. A organização do cortejo da Festa da Flor foi semelhante à de qualquer procissão paroquial.