António Ferreira Continuo a acreditar na Mudança, seja a do Funchal, seja a dos outros concelhos - falo do Funchal porque é a minha cidade. Há mérito nos partidos da coligação, estes continuam a defender o projecto da Mudança, veiculando o necessário apoio político ao Senhor Presidente Paulo Cafôfo, de modo, este prosseguir em levar avante o sonho de muitos no que diz respeito ao Funchal e Madeira.

Não sejamos inocentes: a Mudança é uma barreira resiliente contra o poder absoluto na região. Vejo neste projecto uma oportunidade exemplar para a democracia do país. Não conheço nenhuma outra coligação tão alargada em todo o território português. É inédito e fundamental perceber que o modelo de governação assente em coligações é producente para as democracias. É aplicar o princípio do respeito pelo pluralismo nas relações entre partidos, prevenindo o acervo inócuo de quezílias ocas. Ou, numa outra linguagem: eleva o debate para questões mais relevantes em termos de decisão política.

Não é possível construir nada vivendo sempre em antagonismos. Os cidadãos compreendem isto, e assim nasceu a oportunidade de concretizar aquilo que há poucos anos diriam ser um cenário absolutamente impossível. A Mudança retirou o lugar ao impossível, deu vida a novas oportunidades. Só por isto, merece ser reconhecido o seu valor.

Felizmente, há mais. Na Câmara, e nas Juntas, os cidadãos têm constatado a estabilidade e eficiência. Temos os casos de São Martinho ou do Imaculado, e temos políticas já implementadas como a “Câmara à Porta”. Passaram poucos meses, ainda há um rio de tempo para muito mais aparecer. A todos aqueles que não cederam no compromisso e empenho dado à Mudança, as minhas felicitações. Seja qual for o patamar a que pertençam, dão um exemplo de como a cidadania pode ser uma força motriz na política.