Emanuel Gaspar Recentemente a Via Litoral procedeu a podas drásticas nas árvores que embelezam a Via Rápida. Não se percebe tal opção, pois se elas foram plantadas para aformosear o percurso porque se procedeu a esta errada opção? As árvores não estavam a prejudicar nem a perigar nada e assim fica comprometida a sua beleza e a sua floração, nos anos mais próximos. A poda radical levou mesmo que, há uns anos, levar à morte de uma árvore logo à saída do Túnel do Pinheiro Grande, no sentido Machico/ Funchal. E ainda há pouco tempo deceparam, sem razão aparente, as Casuarinas nos taludes da via rápida, na zona da Boa Nova, e as Tipuanas localizadas no reposto nó de Câmara de Lobos. As coloridas buganvílias que ornamentam os taludes também não escaparam à valente poda, cortando mesmo quase pela raiz uma bonita buganvília (que todos os anos se enchia de abundantes flores e que fazia o favor de esconder o betão projectado do talude) na zona do nó da descida para o Centro, Campo da Barca e Pena, no sentido Machico/Funchal. E note-se que elas não estavam a invadir ou a crescer descontroladamente. Observo que mesmo em algumas zonas abertas entre as duas faixas de rodagem poderiam ser plantadas árvores, como por exemplo, no espaço entre os dois túneis do Piquinho, no sentido Machico/Caniçal ou no mesmo sentido no espaço entre os dois Túneis da Fazenda e em tantos outros locais. A via rápida podia mesmo constituir-se como uma mostra da variedade botânica da nossa ilha, apostando em plantar-se diferentes espécies, sempre adequadas ao espaço, pois a via é a porta de entrada da Madeira e a primeira imagem para os inúmeros turistas que nos visitam. A opção por plantar Cedros, Choupos e Palmeiras de Leque não terá sido a melhor opção, pois o nosso temperado clima permite a plantação de árvores mais coloridas e exóticas, é só olhar para os jardins das nossas antigas quintas madeirenses. Reparo também que muitas vezes a rega automática da via está simplesmente a regar erva! Poderia plantar-se, por exemplo, como nas antigas estradas regionais madeirenses, agapantos (coroas de Henrique) ou os noveleiros (hidranjas) por serem de fácil manutenção, terem bonita floração e até de não precisarem de água no Verão. A Via Rápida precisa de um tratamento paisagístico consciente e sério!