A irresponsabilidade e a rebaldaria política que se instalou na C.M.F., pelos vistos, não tem culpados. A transparência foi sacrificada, sem vergonha, à conveniência do clientelismo dos partidos que formaram a actual maioria municipal. O que prevalece são as recriminaçõespúblicas entre eleitos e dirigentes partidários; hipocrisia beatífica, falinhas mansas, camuflagem virtuosa, e desprezo pelos compromissos assumidos com os cidadãos do Funchal. A verdade é que é fácil exibir sorrisos “pepsodente” e criticar os governos municipais do passado, mas muito mais difícil governar com consistência e com sentido de futuro. A invocação desmedida da ética e da transparência, como foi o caso, não foi mais do que uma artimanha para disfarçar a inexperiência, a paralisia e a inépcia política patenteada. Hoje, como é evidente, o principal responsável pelo estampanço na capital, age como o comandante Schettino, do “Costa Concordia”, que ao encalhar o navio de cruzeiro em Janeiro de 2012junto à Isola del Giglio devido a uma navegação negligente, saltou para a margem antes dos passageiros e culpou as rochas,coitadas, pelo naufrágio. É difícil conseguir que um homem perceba uma coisa quando o seu salário depende de não percebê-la” Upton Sinclair (1878-1968)

Miguel Albuquerque Candidato a líder do PSD-M