Mário Trindade Deixem as autarquias Governar até ás legislativas regionais. Deem tempo ao tempo. Não é agora que vão começar a “roubar ”, ainda têm pouca experiência. É então a partir dali que já os podem fiscalizar á vontade. Há que dar tempo para acertarem o passo ou para se espalharem ao comprido!
Comparo as autárquicas de 29 de Setembro, com a vitória do 25 abril de 1974. Se perguntassem até á véspera das autárquicas 2013, todos responder-me-iam que não acreditavam na vitória da Mudança. O 25 abril de 1974 surgiu como o despertar de um pesadelo de 40 anos que nunca mais chegava.
Voltamos ao presente e já com os pés na terra, á Mudança perspetivava-se uma tarefa muito difícil, porque não é em 15 dias, 3 semanas, ou 6 meses até, que iam poder varrer da memória os efeitos de 40 anos de cativeiro. Sim. Um cativeiro das ideias de todos aqueles que aspiravam viver em democracia. Não foi Mandela que acreditou e conseguiu isso ao fim de 27 anos de prisão!
Democracia não é uma palavra vã. Governar em democracia pressupõe, muita paciência para ouvir os outros e humildade para não fazer como aqueles, cujos discursos que já têm resposta na ponta da língua, porque só eles é que sabem e mais ninguém.Acham que vale a pena “deitar tudo a perder” quando fizemos tão boa figura nas autárquicas, quando pela primeira vez fizemos com que eles nos passassem a ouvir. Seria uma pena darmos um paço atrás. Apercebi-me disso, quando, aqueles que não tinham dúvidas em dar o seu voto à Mudança agora, estavam renitentes.
Fazem-se muitos discursos, muitas inaugurações de espaços que servem para as inaugurações.
Felizmente ainda temos o Teatro Baltazar Dias que devia ser muito mais bem aproveitado. Operas, operetas, espetáculos de bailado e também concertos pela orquestra clássica da Madeira além de peças de teatro, a começar por Gil Vicente ou Almeida Garrett, por exemplo. Sem grandes custos poderíamos entreter os artistas locais que iriam ficar entusiasmados com a ideia.
Quando se fala tanto em desemprego, em vez de se conceder, créditos para negócios que não aguentam mais de 5 anos, podia-se pensar em multinacionais que ensinam a fazer uma distribuição ideal. Se pensássemos nas MLM (Multilevel Marketing) que, não são negócios piramidais, seria a melhor coisa para oferecer a um jovem a procura do 1º emprego.
Quem acredita num sonho que quer realizar não desiste mesmo quando as coisas não correm de feição. Porque não fazemos as coisas acontecer em vez de ver as coisas acontecer ou pior ainda perguntar uns aos outros, o que é que aconteceu!
Um jovem à procura do 1º emprego, pode muito bem agora ser dono do seu próprio negócio.
Será isto o sonho americano.
Parabéns Dr. Cafofo pela sua entrevista.