O dinheiro que é do povo, que ao povo é subtraído, cada vez mais desalmadamente, com sustentação em leis aprovadas nos parlamentos, demasiadamente paridas em conselhos de governantes, eventualmente menos preparados para o equilíbrio das decisões do que os órgãos legislativos, esse dinheiro é aplicado com a mesma hipotética ou real leviandade com que os juízes em causa própria produzem tais leis. Pouco importa que pareça ou seja o “salve-se quem puder” e quem não se salvar “que se lixe”. A verdade é que são aprovadas por maiorias, naturais ou postiças, muitas vezes revelação de efeitos antidemocráticos.

E depois é a imposição de governações desequilibradas, que ora agem assim por que dizem ser o mais acertado – o povo até acredita – ora agem exactamente em sentido contrário porque …sim – o povo fica sem saber em que acredita.

As subvenções atribuídas ao desporto regional, uma obrigação e um dever utilizados abusivamente como campanha política, foram muitas vezes justificado como forma de afastar os jovens de caminhos desviantes. Como as leis são elásticas, e as línguas também, mudou muita coisa e a criação de potes de verbas a distribuir aos clubes ricos (SAD’S) e aos clubes pobres (mexilhões) veio agravar a vida da maioria das instituições com praticantes maioritariamente nascidos na terra que dá nome ao governo que a domina e que assim decide. No Pote 1 é onde caem os milhões, dinheiro chorudo que tem o destino do pote que o (€) pariu, enquanto o Pote 2 emagrece tanto que é considerado o pote que o (€) vazou.

Enquanto isso, vai-se dando trabalho aos tribunais e produz-se leis sobre poncha, com mais ou menos álcool ou aguardente, porque isso agora já não faz parte das preocupações da política desportiva.

Eduardo Fonseca