Juvenal da Silva Caldeira Infelizmente a poucos dias das eleições ainda alguns nem sabem para que servem. Parece que há um crescendo de alheamento quando elegemos os deputados que nos vão representar, talvez muito mal, no Parlamento Europeu. Se eu fosse de maldizer, diria que a culpa é única e exclusiva dos vários partidos que se apresentam a sufrágio. Pois como são tão poucos os eleitos e poucos tachos há para distribuir, pouco favores, poucas cunhas, por conseguinte as várias maquinas partidárias estão trabalhando de forma anémica. Mas talvez não muito longe da verdade, tenho que admitir também que a culpa é de todos nós. Parece que não temos real noção que cada vez mais o nosso futuro é traçado no Parlamento Europeu. Gostaria que no dia 25 nosso povo votasse em massa, como fizeram nas ultimas autárquicas, independentemente, e que a abstenção real fosse quase nula. Sim porque a abstenção real difere, pois temos muitos emigrantes sazonais. Ficaria muito feliz se todos fossem às urnas, mesmo que no final do dia saboreie a derrota do partido em que vou votar. Certamente não será desgosto que não suporte. Em vinte e quatro anos que tenho vindo a exercer religiosamente o meu direito e dever, muita derrotas vivi e poucas vitórias festejei. Mas no próximo acto eleitoral, lá estarei se a saúde permitir. E talvez se as forças me faltarem, para lá me deslocar, talvez os bombeiros me transportem.E se tiver sorte, já estará pronto um atestado que me permita votar acompanhado. Não vá na última hora sentir a mão tremula, a vista turva ou a fraqueza nas mãos ou pior ainda no juízo e fazer uma traição de ultima hora. É lei eleitoral que temos... Mais valia permitir o voto por procuração. Já que é permitido votar alguém que não está apto a gerir as suas magríssimas reformas.