Emanuel Madeira “Surpreendentemente surpreendido” fiquei eu com a “surpresa” que o DN publicou na sua edição de quarta-feira 14 de Maio de 2014, a propósito da “excelente” qualificação atribuída pela Organização Mundial de Saúde à 5ª cidade mais poluída ou com pior ar e níveis de poluição acima dos limites aceitáveis. “Surpreendam-se”, nada mais nada menos, do que a nossa querida cidade Capital. O Funchal figura entre as 13 das 15 cidades portuguesas com índices de poluição do ar elevadíssimos considerados inseguros para a saúde dos seus residentes e não só. “Melhor” campanha publicitária não poderia ser feita da nossa urbe. Certamente terá mais efeitos negativos dos que os positivos alcançados com a divulgação e promoção da nossa Região para além fronteiras. Convicto de que a “colisão” de “argumentos” dará frutos mais negativos que positivos certamente, sobretudo quando numa “Europa Unida” tanto de fala e apregoa qualidade de vida e bem estar ambiental, o certo é que nós vamos apanhando com tudo o que de menos bom existe. Não basta estarmos a pagar com “língua de palmo” todas as “peripécias” emanadas da “desgovernação nacional”, para que ainda nos atinjam com estas e outras surpresas que em nada abonam em nosso favor. Mais surpreendido fiquei ao fazer memória da existência de tantos “ambientalistas” ou pelo menos intitulados de tal, existentes na nossa terra, com cargos e mais cargos atribuídos, com distinções e louvores “engalados em arco”, defensores de tudo quanto se mexe e possa cheiar a projeção pessoal ou partidária. De que serve uma Direção Regional do Ambiente se permite que estas coisas aconteçam ? Será só para presentear e dar cargos as ilustres afiliados? Porque não chamar estes “meninos” que mais não fazem do que “ministrar” aulas de política/partidária ou de bota abaixo em alguns estabelecimentos de ensino da nossa terra espalhando a torto e a direito os seus ímpetos “esverdeados” naquilo que mais lhes convém? Julgo que alguém terá que ser responsabilizado por estes desastrosos resultados que em nada dignificam o nosso destino turístico deixando por mãos alheias sempre o que de mal nos acontece. Qual será o “bode expiatório” que desta vez lançarão mão para saírem incólumes e serenos de tão grande nódoa que evidentemente conspurca e muito tudo quanto de bom se possa ter feito ao longo de algumas décadas? Senhores ambientalistas não só poderá ser preocupação o cimento e as alterações ao meio ambiente, como também o ambiente propriamente dito deverá ser primordial. Qualidade de vida de todos e para todos.