Gonçalo Nuno dos Santos Um dia chegareis ao Cemitério onde os Vossos entes queridos estão, ( ou estavam) sepultados e não os encontrareis. É uma sensação dura e pesada. Motivo? Passaram-se cinco anos sobre a data do funeral desse ente. A CMF enviou ( ou terá enviado), um aviso e não o recebeste. Ou porque mudaste de domicilio ou porque foi simplesmente extraviado ( não vai registado), nem tem a dignidade de um ofício ou de uma carta,. Claro, não haverá resposta. Retiram-se então os respetivos restos mortais e ponto final. Prestai atenção; não vos telefonarão ou ao respetivo agente funerário( mesmo tendo os contactos), não vos darão uma segunda oportunidade. Acabou-se. Ponto. Deixo esta nota final ao meu pai que tanto amei. “Agora sim, meu pai adeus nem pó do teu pó ficou na Terra voaste para onde voa o vento em oco e raso silêncio. A lápide, a foto, tudo moléculas de nada que por aí navegam nesse palco onde habitam os anjos. Acabaram-se as conversas a sós, esse semblante lindo e encorajador. a rua Um do Cemitério. É agora neste ar que me banha e me afoga que nos encontraremos, meu pai nestas partículas que entram e saem de mim Não te vás ainda, fica no cheiro destas manhãs e deste mar meu pai”.