Miguel Gomes A “aposta na formação”, ao nível da equipa principal, tem que ser sustentada, sistemática e não apenas pontual. Fazer alinhar jogadores em jogos que servem apenas para cumprir calendário na Taça da Liga ou na última jornada do campeonato não conta, são “traquinices” de quem fala em algo que nunca cumpriu, que nunca foi sua filosofia - e todos se lembram de quem, ainda há poucos anos, apresentava orgulhosamente os “meninos da Choupana” que mais não eram do que oito “muleques” de Angra dos Reis e que só se lembrou da formação, por coincidência, quando se tratou de chantagear o Governo Regional por causa dos cortes no futebol profissional. Mas resumindo e apenas para repôr a verdade que o Sr. Miguel Guarda tanto maltratou no seu artigo de opinião, o somatório na I Liga de jogadores que tenham passado pelas camadas jovens alvi-negras totalizou 1.255 minutos (mesmo contabilizando a última jornada que serviu para duas estreias). Ora o Marítimo, com mais ou menos juventude mas com uma aposta continuada na “prata da casa”, só com Rúben Ferreira (1.755) e J. Diogo (1.783) superou essa marca, sendo que na I Liga a equipa apostou, e sem contar com a equipa “B” (”traquinice” onde evoluiram outros tantos), em José Sá, R. Ferreira, J. Diogo, Marakis, L. Olim, Briguel, N. Rocha, Edivândio, totalizando... 7.241 minutos na I Liga. Mas então quem é que acredita no seu trabalho nas camadas jovens, e quem é tem apostado nos jogadores madeirenses? E de que servem os títulos se depois não se aposta em quem os vence? Os números não deixam margem para dúvidas.