É um ditado tão velho como o Norte, mas sempre atual e repetido vezes sem conta. Aqui pelo Norte, em particular em S. Vicente e Porto Moniz, muitas vezes se ouve aplicar esse provérbio à via expresso que liga estas duas localidades. O uso desse ditado prende-se com as constantes interrupções da faixa de rodagem para obras de manutenção. Uns dizem que são obras necessárias para a segurança de quem utiliza a estrada, outros afirmam que foram coisas mal feitas, materiais mal escolhidos que não resistem à maresia, tudo feito à pressa e por isso agora é necessário remendar. O problema não está só nos custos de manutenção que temos todos de pagar, nortenhos e não só, mas também nos transtornos e incómodos que essas interrupções causam a quem aqui trabalha ou se desloca em visita. Há até quem diga que existem cidades com menos semáforos que esta estrada. Note-se que muita desta gente não tem outra alternativa: com a estrada antiga - essa verdadeira obra de arte - fechada e votada ao abandono, com a estrada entre a Encumeada e o Paul da Serra igualmente interrompida há mais de 6 meses, resta esperar que o semáforo fique verde. Tendo em conta que aqui também vive gente, também existem empresas que também pagam impostos, que têm postos de trabalho e podem criar mais se lhes forem dadas condições para isso - e uma das condições é a necessidade de movimento de pessoas -, esperamos que haja alguém que urgentemente, e contrariando o ditado, tenha em atenção estes pequenos/grandes problemas e lhes dê a devida resolução.

Joel Freitas Presidente da ACIN