Da semana que passa ficam sob suspeita radicais, golpistas e equivocados.
Os autarcas do Funchal. A espécie de Arca de Noé tem de tudo, mas nem todos sabem o seu lugar. Aliás, a atribulada novela municipal mostra haver alguns equívocos, mais visíveis na ala radical da ‘Mudança’, alegadamente, vítima de traição. Alguém se lembra de ter lido ou visto durante a campanha quais eram os candidatos a vereadores, se é que existia tal equação, e que funções desempenhariam? E os agora desavindos já não se conheciam de outras alianças ou foi preciso ocupar gabinetes para descobrirem incompatibilidades? Estarão uns e outros a tentar cumprir o ditado : “quem nasceu para lagartixa nunca chega a jacaré”?
Os da próxima mudança. É malta que não quer chatices, nem trabalho. Escreve a toda a hora, diz mal de quem já foi próximo, quer poleiro e não esconde a inveja de estar arredada dos lugares decisão. Abunda em quase todos os partidos sempre na expectativa que surja um novo poiso para destilar ódios e ganhar mordomias. Esperam sentados por um novo partido ou por nova lista dita independente?
O Estado e as rádios. Quem ouviu o regionalíssimo programa do provedor da rádio pública ficou a saber que quem gere as antenas subsidiadas pelo Estado abomina os apoios oficiais às rádios locais na Madeira. Ou seja, no único subsector onde há equidade na distribuição de verbas públicas, por via de contratos de publicidade muito claros, cai a ira de quem pratica dumping publicitário, beneficia de taxa de audiovisual e tem orçamentos luxuosos. Estamos conversados.
Os da diocese quinhentista. Andou o Governo durante décadas a espatifar o dinheiro dos contribuintes edificando igrejas e o que faz o bispo agora? Recorre os pavilhões gimnodesportivos para crismar, já que importa dar imagem de grandeza. “Todos ao molhe e fé em Deus” é o lema. Esta promiscuidade entre poderes é diabólica.
Os novos digitais. O Diário do Expresso é bom, mas tem tudo para ser ainda melhor. A opção tem substância, embora o ecossistema informativo, ávido de valor acrescentado, questione as razões que levam o grupo Impresa a editar um jornal digital às 18h, sem qualquer porta para a interactividade e com algumas notícias tiradas do congelador. Não admira que o ‘Observador’, com lançamento marcado para 19 de Maio, tenha dado já três garantias e outras tantas farpas: “Faremos jornalismo sem hora marcada, porque respeitamos o leitor e as notícias”. “Defendemos um jornalismo esclarecedor, que ajude a pensar e a compreender. “Escutaremos os leitores, porque sabemos que eles – vocês – é que são importantes”.