Alan Borges Europa silêncio dourado? Muitos dos eleitores pensam que o eurodeputado goza dum exílio dourado. Onde entre viagens e pequenas mordomias passa 4 anos sem incomodar os que cá ficam. Ter uma voz no Parlamento Europeu é mais que gozar essas mordomias ou reivindicar apenas acessos ao terreno do Sr. Manel, protestar contra a falta dum estudo de impacto ambiental para a ribeira que passa ao lado do terreno ou defender uma identidade nacional. Muitas vezes como eleitor sinto-me reduzido pela ideia que alguns candidatos transmitem da dinâmica europeia, como se ela fosse um simples prolongamento dum pódio local. Com o acesso à informação e aos acontecimentos do mundo a entrarem pela nossa porta todos os dias é redutor essa ofuscação com apenas assuntos locais; é pensar olhando apenas para os próprios pés e tentando implementar uma agenda que só serve o próprio. É insultuoso e é um dos fatores que levam a este desacreditar da classe politica. Escolher o candidato que conheça os pormenores locais mas que consiga defender um projeto maior e mais consistente, que dê voz a temas estruturantes da Região nos corredores e gabinetes duma das legislaturas mais influentes do mundo. Um candidato que veja valor neste oceano que nos rodeia e que é muito mais que um obstáculo, é uma oportunidade de converte-lo para negócios de lazer e explorar os seus imensos recursos de forma sustentável. É perceber que um Centro Internacional de Negócios na Madeira é muito mais que um lugar sombrio de negócios duvidosos. Que veja essa necessidade de investimento externo que trás valor à região através de meios e conhecimentos e combate os tão temidos grupos económicos regionais monopolistas tão ao gosto da critica fácil das oposições. Mas aqui perguntamo-nos se não são todos os políticos produto do mesmo saco de farinha? Até podem ser mas dessa farinha podemos criar e desenvolver diversos tipos de massa. O percurso profissional e pessoal do candidato faz a diferença e ao aplicar a sua experiência da realidade regional a um contexto europeu irá com certeza nos fortalecer como região europeia. Estamos melhores do que quando começamos mas a luta que se avizinha para manter o crescimento e o desenvolvimento mantêm-se, agora criando não só infraestrutura mas também e cada vez mais saber. Só falando de igual para igual, sem complexos de ultraperiférico, sem pedinchar nem levar à mesa tópicos corriqueiros, esclarecendo os colegas sobre o porquê das nossas necessidades e apresentando as nossas especificidades é o caminho a tomar. Revejo-me nas candidaturas da Aliança Portugal e em especial da nossa representante Claúdia Aguiar, pois como cidadão, neste país que considero também meu, temos o direito de sermos representados pelo melhor que as nossas gentes e terra produziram.