Miguel Sá Ao longo dos últimos 18 anos, nós, os amantes da náutica de recreio, temos assistido e sentindo nos bolsos a gestão ‘sui generis’ da Marina do Funchal. Desde 8 de Maio de 1996 a Marina do Funchal tem vindo a ser explorada pelo consórcio de clubes denominado por MarinaFunchal e constituído pelo Clube Naval do Funchal, Centro Treino de Mar e Associação Náutica da Madeira. Esta última, a conselho do seu advogado, “demitiu-se” deste consórcio por haver demasiada ‘marosca’ na sua exploração. Nós, os mais de 200 utentes desta marina, temos assistido a um pouco de tudo nesta exploração, desde favorecimentos de administradores, aos seus ‘amigos’, desde atribuições de lugares para si próprios, para os amigos, inclusive a alterações nas definições do tarifário para benefício próprio, venda das suas embarcações ‘com direito’ a lugar na marina do Funchal, fazendo-se ultrapassar tudo e todos os que estão na lista de espera, a aguardar lugar para as suas embarcações. Todos estes ‘administradores’ a que me refiro são e sem excepções do Clube Naval do Funchal. Recentemente, um deles veio, através de um órgão de comunicação social, falar sobre as alterações dos regulamentos de utilização da marina, em que referia que iria acabar com as ‘aldrabices’ das ‘co-propriedades’ que o regulamento permitia. Ora o ‘sr.’ administrador está a chamar de aldrabões aos utentes da marina (até fica-lhe bem na sua arrogância). Tanto quanto sei, o que o ‘Sr.’ chama de ‘aldrabices’ era uma forma legal de adquirir uma embarcação com lugar, pois um barco não é algo que se ponha debaixo do braço e leve para casa. Mas voltando às ‘aldrabices’ e a aldrabões, pergunto o seguinte ao ‘Sr.’ administrador: Visto que o ‘Sr.’ não fez ‘aldrabice’ (leia-se, fazer co-propriedade), qual foi a aldrabice que fez para ter a sua embarcação na marina do Funchal, já que nem na lista de espera esteve? Tal como a sua embarcação, há mais. Afinal, temos um aldrabão na administração. Até rima. A lancha ‘Dr. António Ribeiro’, que é propriedade do Clube Naval do Funchal, é mais um ‘caso’. ‘Ganhou’ um lugar na marina ultrapassando tudo e todos aqueles que esperam e desesperam pela lista de espera. É só mais um caso entre vários. Vários botes dos clubes associados à marina ocupam lugares que poderiam ser ocupados pelas embarcações estrangeiras ou mesmo as locais, mas preferem mandá-los embora para fora da marina. É só mais um exemplo da gestão danosa.