Dois mil milhões de euros é o que, no mínimo, arrecadará o orçamento regional se conquistarmos a autonomia fiscal e a nossa Assembleia Legislativa aprovar um quadro geral fiscal para a Madeira pelo qual todos paguemos os mesmos impostos : empresas e pessoas quer sejam madeirenses quer sejam estrangeiros e sediem a empresa ou a actividade profissional na Madeira. Percebo que deva demonstrar o acerto do meu cálculo e previsão. Vejamos ! Em 2013 a receita fiscal da Madeira foi um total de 847 milhões de euros. Deles,123 milhões foram receitas fiscais geradas pelo Centro Internacional de Negócios. Isto é, os madeirenses e as suas empresas pagaram 724 milhões. Desde já, se os madeirenses e as suas empresas pagassem os mesmos impostos que as empresas e os trabalhadores no Centro Internacional de Negócios, a receita fiscal seria de cerca de 675 milhões de euros em vez de 724. Ou seja, era reduzida em cerca de 50 milhões de euros. Primeira conclusão: 675 milhões estão garantidos. Agora analisemos a receita fiscal do Centro Internacional de Negócios (CINM). Em 2013, tivemos 1.640 empresas inscritas. Pagaram 123 milhões euros. Portanto, em média, 75 mil euros cada uma. Se tivermos 20.000 empresas, pagarão 1.500 milhões de euros. 1.500 milhões mais 675 milhões totaliza 2.175 milhões de euros, acima dos dois mil milhões de euros. O dinheiro suficiente para pagarmos as despesas da administração pública, honrar a absurda e gigantesca dívida pública, realizarmos os investimentos indispensáveis e de manutenção, passarmos a pagar os mesmos impostos que as empresas e as pessoas no Centro Internacional de Negócios, e ainda cresce dinheiro. Como podem verificar, para arrecadarmos 1.500 milhões de euros que já chegavam para as despesas principais, bastavam 11.000 empresas ( 11.000 X 75.000 = 825 milhões + 675 milhões = 1.500 milhões ). Se Malta tem 51.000 empresas, Chipre 55.000 , Holanda 37.000, Luxemburgo 20.000, Jersey 32.000, e Guernesey 30.000, a Madeira pode ter mais de 20.000. E facilmente as 11.000 de “break- even” . Não precisamos andar a mendigar. Podemos viver com estabilidade financeira. Não vale a pena negar a evidência. Temos de gerar consenso à volta deste programa. O único capaz de trazer uma Nova Vida à Madeira e aos madeirenses e porto-santenses. PS. No próximo domingo explicarei como me proponho conseguir aprovação para este programa.
Miguel de Sousa Candidato a líder do PSD-M