Já todos percebemos que o futuro próximo da Região Autónoma da Madeira não passa por continuar a endividar-se para construir novas obras de duvidosa utilidade. Se isto é líquido para o CDS/PP Madeira, o mesmo não se poderá dizer do partido que governa a Região há 36 anos. O nosso destino coletivo, a melhoria da qualidade de vida, o regresso à pujança do nosso comércio e das pequenas empresas, passa pelo investimento orientado para resultados. Nos últimos dias, o que se ouviu do principal responsável político madeirense, é preocupante. Insiste no modelo de obras públicas assente no investimento público, quando o acordo de parceria “Portugal 2020” coloca o enfoque na competitividade da economia e na internacionalização das empresas, destinando para este objetivo 40% dos fundos comunitários e outros 20% para a investigação, emprego e inovação. Este paradigma da Europa surge adulterado nas prioridades defendidas pelo Governo Regional, ao preferir a continuidade no betão, em detrimento da sustentabilidade económica, único caminho capaz de reduzir a pesada carga fiscal que recai sobre os madeirenses. O CDS/PP Madeira tem organizado e promovido ciclos de conferências onde o futuro da Madeira tem vindo a ser discutido, analisado e refletido por um conjunto de personalidades nacionais e regionais de elevado prestígio. Temas como a saúde, o turismo, a economia e o comércio, setores produtivos, regime fiscal, têm colocado o CDS/PP Madeira no papel exato de maior partido da oposição, escrutinado em parceria com a sociedade civil aquele que deverá ser o novo ciclo da governação madeirense, já a partir de 2015. Esse trabalho sério, qualificado e responsável está perfeitamente em linha com o modelo europeu, que aponta para uma aplicação adequada dos fundos estruturais que serão transversais a três legislaturas – 2014/2020. Ainda este fim-de-semana, o CDS/PP deu mais um passo responsável, ao trazer ao Funchal o ex-secretário de Estado dos Assuntos Europeus e o eurodeputado e candidato Nuno Melo para um debate sobre a Europa e a política de coesão, a aplicação dos fundos comunitários e as questões relacionadas com a ultraperiferia. Porque é necessário investir com responsabilide.
Rui Barreto Deputado do CDS na AR