Enquanto cidadãos inseridos numa sociedade, a dependência existente para com o sector empresarial, é nitidamente uma realidade.

Efectivamente, as empresas operam como unidades de primeira necessidade, às quais recorremos desde que nascemos. Vejamos: nascemos em hospitais, trabalhamos em unidades organizacionais, alimentamo-nos com recurso a supermercados ou restaurantes e quando morremos, recorremos à agência funerária. Assim, há toda uma interacção complexa, para com o meio empresarial que nos rodeia.

Ratificada a importância das empresas para a sociedade, i.e., para todos nós, importa destacar a importância dos fundos europeus canalisados à região e às empresas, os quais desempenham um papel crucial à manutenção do emprego, sustentabilidade e crescimento das mesmas, permitindo indubitavelmente uma melhoria ao nível das condições da envolvente em que actuam as empresas.

Com um quadro comunitário a tanger o seu términus, é com elevada expectativa que o próximo é aguardado. Em termos regionais, nos últimos anos, foram muitos os promotores e empreendedores que puderam materializar os seus projectos em realidades efectivas, não só ao nível de criação de novas empresas e estímulo à capacidade empreendedora, como também de modernização das já existentes, elevando os padrões de funcionamento, através da introdução de novos equipamentos, práticas, técnicas, e de outros factores.

Além dos sistemas de incentivo destinados ao investimento, importa abordar também o sistema de incentivo destinado ao funcionamento. Os apoios concedidos ao funcionamento das empresas, constituíram uma “inovação” da Região Autónoma da Madeira, em matéria de auxílio estatal às empresas. Foi naturalmente uma “inovação” muito bem conseguida, na medida em que contribuiu para a manutenção de milhares de postos de trabalho e acima de tudo, constituiu um élan às tesourarias das micro, pequenas e médias empresas que deste auxílio beneficiaram.

O próximo quadro comunitário revela-se fundamental para a região, por se tratar de um projecto para o futuro do país, e das organizações que compõe o nosso tecido empresarial. O mesmo, incidirá sobre áreas chave, nomeadamente a competitividade da economia portuguesa, coesão social e territorial, desenvolvimento sustentável e formação de capital humano.

Com vista à transformação da nossa economia, é fundamental manter a aposta na Investigação e Desenvolvimento, nos factores dinâmicos da competitividade e na inovação, por se tratarem de pressupostos chave à criação de novas empresas e desenvolvimento das já existentes, potenciando o aparecimento de novos serviços e novos produtos, diferenciados e competitivos, visando a maximização e optimização do nosso tecido empresarial, promovendo-o nos mercados externos.

Paralelamente, o acesso ao financiamento, assume um papel de destaque; revela-se fundamental manter a aposta na criação das tradicionais linhas de crédito, as quais permitem o acesso a financiamento com condições extremamente vantajosas, promovendo de forma directa o empreendedorismo, a inovação e a competitividade das micro e pequenas empresas.

Em suma, é nesta base que o próximo quadro comunitário é esperado. Os empresários, aguardam-no na expectativa de que o mesmo complemente o quadro anterior, e que mantenha a aposta nos factores vitais, já mencionados anteriormente e que acima de tudo, possua uma componente de apoio ao funcionamento das empresas, de modo a que as mesmas possam compensar a realidade de operarem numa região ultraperiférica.

Aguardemos pelo próximo quadro comunitário, esperando que o mesmo incentive a competitividade das empresas, para que possamos combater e reduzir o peso do défice, da dívida e do desemprego, nos anos vindouros.

Luís David Luís