a) Paisagens imperiosamente protegidas;

b) Mar e Serras (Laurissilva) rigorosamente salvaguardadas e promovidas; (a recente atribuição do Diploma Europeu à Reserva Natural das Ilhas Desertas é uma optima notícia);

c) Património cultural e edificado recuperado e divulgado (atente-se, por exemplo ao excepcional trabalho de restauro executado no Colégio dos Jesuítas e Sé);

d) Levadas e Veredas sinalizadas e arranjadas e inteligentemente promovidas (a par dos Poios, as Levadas – mais 1400 Km – são uma das mais deslumbrantes peças do património cultural madeirense e o exemplo de como foi possível a intervenção do Homem na Natureza sem rupturas significativas nos ecossistemas);

e) Vinhos, Bordados, Artesanato e produtos regionais integrados num novo design e marketing;

f) Agricultura apoiada enquanto factor essencial da salvaguarda dos solos e da paisagem e do rendimento familiar (a construção ancestral de tabuleiros – terraços – de solos aráveis lograram edificar uma das mais belas paisagens humanizadas do Mundo);

g) Jardins exóticos, Floresta Laurissilva, Parques Públicos e Quintas privadas e públicas integradas em programas de visitas, publicitadas junto das inúmeras associações botânicas e de jardinagem espalhadas por todos os Países. (A Madeira é um Paraíso Botânico com um número extraordinário de plantas endémicas, tropicais e subtropicais de todos os continentes ao dispor dos visitantes);

h) Eventos de qualidade antecipadamente coordenados e alargados ao longo do ano. Exemplos – Alargar e maximizar a Festa da Flor por um período de 9 semanas, diversificando a sua oferta; Suprimir o actual Festival de Música nos moldes actuais e relançar o saudoso Festival Bach como um grande evento cultural a preencher a época baixa de Novembro/Janeiro ou Fevereiro; Realizar uma grande Festa do Vinho Madeira – reformulando a que se realiza actualmente – aproveitando as variáveis históricas, culturais e etnográficas deste produto mundialmente conhecido;

i) Impacto sonoro e visual das obras minimizados e cuidados;

j) Combate implacável à poluição e ao ruído do tráfego;

l) Estratégia de promoção concentrada numa única entidade, com um orçamento muito maior, de acordo com a importância fulcral do sector na nossa economia;

m) Envolver de forma permanente e activa o Observatório do Turismo em todo o trabalho de planeamento, análise e acompanhamento da actividade turística;

n) Concretização célere e participada do Plano Estratégico para o Turismo capaz de relançar, inventariar, recuperar, proteger e promover sem concessões e com uma nova dinâmica, os nossos activos turísticos. “Vivemos todos sob o mesmo céu, mas nem todos temos o mesmo horizonte” Konrad Adenauer (1876-1967)

Miguel Albuquerque