Da semana que passa ficam sob suspeita todos quantos foram copiosamente derrotados pelo Conselho Regional do PSD, esse mesmo que se indignou com "campanhas vergonhosas" mas que nada decidiu para libertar os madeirenses do sufoco financeiro, da irresponsabilidade governativa e até da morte por negligência.
Alberto João Jardim. Montou o circo, os escândalos e a palhaçada. Insultou “um nabo” que por duas vezes publicou no ‘JM’ as conclusões com o resultado de uma votação que nem tinha ocorrido. Atirou-se aos delfins que questionam décadas de caprichos… Episódios engendrados para desviar a atenção em relação ao essencial. Nem mais. O líder foi o grande derrotado de sábado passado: 140 votaram contra a “brincadeira” de tê-lo de novo em jogo, ao chumbarem o congresso antecipado! Para esquecer, volta por estes dias às longas viagens europeias. E não vai só.
O mordomo. O ‘abre portas’ não olha a meios para mostrar serviço. Usa o nome de quem lambe as botas para obter benesses. Humilha militantes em nome do presidente. Instrumentaliza os reféns em benefício próprio. O PSD-M tem provas destas manobras e de outras que contribuem para a implosão em curso, mas finge desconhecer a causa das coisas.
O JM. Em condições normais, publicar antecipadamente conclusões do Conselho Regional do PSD-M que, como em todas as outras reuniões, as disponibiliza antes dos trabalhos acabarem, sem qualquer pedido de embargo, não viola qualquer norma deontológica. Grave foi publicá-las na íntegra, sem ler e enquadrar, ignorando o contexto e o facto de, desta vez, haver votações agendadas, que não tinham ocorrido nem às 10h39, nem às 12h10. Escandaloso foi depois ver a correria a acabar em espalhanço, quer com a eliminação dos conteúdos em questão, quer com o pedido desculpas ao PSD e aos leitores por causa de “um episódio” que “A Direcção” - a escrever assim não terá aderido ao acordo ortográfico que fez gala em anunciar - considerou "lamentável”, por ser uma situação “completamente anómala e nada consentânea com os procedimentos subjacentes às orientações editoriais”. Foi mau, mas o pior estava para vir. Após vários dias seguidos de atentados à informação isenta e plural, produz um estonteante ‘esclarecimento’ em que tenta forjar desculpas sem nexo para recusar 1.200 euros de publicidade paga por Miguel de Sousa, alegando que “JM nunca publicará publicidade que ofenda empresa Jornal da Madeira ou os seus trabalhadores”. Brincamos? Não é isso que o ‘JM’ faz todos os dias? Com tanta atrocidade não admira que o jornal cujo título pertence à Igreja madeirense nem conste do cartaz do congresso dos 500 anos da Diocese do Funchal.
Guilherme Silva. Faz-nos rir. Não é que hoje foi para o 'JM' confessar não ver “drama” nenhum no supracitado manifesto desrespeito pelos conselheiros social-democratas, optando por enaltecer a eficiência jornalística, de quem acabou por eliminar o que tinha dado em primeira mão e por pedir desculpas ao PSD. Das três uma: ou advogado de defesa não lê o que o jornal escreve, ou está a habilitar-se a mais uma avença ou então está a treinar para comediante.
Miguel Albuquerque. Objectivamente, mesmo que satisfeito com o prémio consolação, perdeu e por muitos. Não é grave, pois em Dezembro é que é. A ingratidão é fértil na política, sobretudo em partidos em que o pluralismo não tem representatividade assegurada. A prova é que 640 fervorosos militantes equivalem para já a 4 resistentes convictos.