O futuro dos clubes enquanto organização social passará por modelar as suas práticas, com vista a se adequar a novas estratégias e novos objetivos.
Na verdade, nada de significativo mudou na sociedade, mas o contexto de inserção dos clubes alterou-se, porque a organização social vem vindo a se alterar.
A necessidade da afirmação do desporto madeirense no contexto continental, enquanto instrumento social, cultural e político, deixaram de ter a sua focalização da notariedade autonómica que já teve. A evolução da sociedade, fruto das alterações que no plano social e económico, foram recentemente introduzidas promoveram alterações na prática e substância que os clubes desportivos têm necessariamente de se adaptar.
A definição objetiva do papel dos clubes, deve refletir uma prática tambem ela diferente, e de acordo com o alvo da instituição social.
Contextualizar o significado de formação desportiva, é urgente, para se preparar as estruturas de acolhimento, os recursos humanos envolvidos, e as práticas subsequentes a implementar.
O desafio principal dos clubes enquanto organização social, através dos seus dirigentes, será condicionar as suas atividades, à lógica e coerência dos seus desígnios.
A repurcussão do desporto na sociedade enquanto veículo de educação e formação, não pode ser circunscrito ao resultado desportivo, ou então, devemos reformular o nosso pensamente e entender, que os nossos jovens jogadores de futebol são peças de uma máquina de fazer resultados.
Mas entre este enunciado e a prática efetiva, e especialmente no futebol, não julguem que em alguns casos a diferença é tão grande.
As condições que a sociedade em geral disfruta hoje, pode exacerbar este pensamento e a prática, de que o jovem atleta pode vir a constituir um verdadeiro PPR. A exigência de definição das linhas diretivas tornou-se mais evidentes, e a participação de todos os agentes de educação, nomeadamente os pais, passou a ser uma perrogativa obrigatória.
A confusão entre a formação desportiva, programas para potenciais atletas, definição destes em relação a atletas de sucesso, escolas de futebol, são tão evdentes que os técnicos neste particular assumem papel fundamental para o esclarecimento, por um lado e encontrar práticas que promovam a diferenciação nas respetivas atividades necessariamente vocacionadas a cada prática específica.
Julgo mesmo que a sobrivivência futura dos clubes, deverá passar pela adequação do papel dessas organizações, mesmo que genaralistas, mas direcionadas à população alvo que querem atingir, e às propostas que definem como prioritárias.
Para um melhor desporto, mais formativo e ducativo, no sentido da formação integral dos nossos jovens, reiinvidica-se mais rigor e profissionalismo.
Rui Mâncio Caires