Sérgio Potier Devemos, desde logo, fazer uma distinção entre um ecólogo e um ecologista.
Um ecólogo é um investigador e um ecologista é um militante.
Temos, por outro lado, que distinguir, entre ecologia política e a ecologia cientifica. A primeira é, indirectamente uma consequência das descobertas da ecologia cientifica, em que esta desvendou a fragilidade dos equilíbrios naturais e os prejuízos, por vezes irreversíveis, que a acção do homem pode provocar no meio ambiente.
Mas, a ecologia política, apesar de encontrar viva resistência, quer por parte dos Estados, quer por parte de interesses privados, só é credível senão colocar contrapartidas extra-ecológicas, na medida em que, a opinião pública tomou há muito tempo consciência dos problemas levantados pelos ecólogos e ecologistas das acções humanas sobre o meio ambiente.
Fazer recuar um projecto, em que, o ambientalista tem por objectivo organizar o desenvolvimento, de forma a que não induza a degradação ou a destruição dos equilíbrios naturais é uma coisa, outra coisa, é pedir contrapartidas (umas aceitáveis outras não) fora do âmbito ecológico, que a meu ver, não é razoável.
Concluindo: costuma-se dizer que o direito e o facto distinguem-se de 2 formas: o facto excedo direito, pois muitas vezes há quem tenha a possibilidade de fazer o que não tem o direito de fazer. Por outro lado, o direito excede o facto, porque há quem julgue que pode exigir sempre mais direitos do aqueles que pode exercer.
Esta é a minha opinião, e por aqui me fico, e afirmo desde já, que não respondo a certo tipo de pessoas que escrevem para as cartas do leitor com linguagem ordinária e arruaceira.