Hoje decidi dedicar este meu espaço mensal para realçar a inquestionável pertinência da função social das associações e dos clubes, bem como sublinhar o não menos importante papel do associativismo. Começando pelas associações/clubes, acredito que estes são, nas suas mais diversas áreas de intervenção, um dos grandes pilares do desenvolvimento de uma comunidade, depois da família e da educação. Facto é que a maioria das pessoas, em alguma área, já fez parte de um clube ou movimento associativo e aí descobriu um espaço de lazer, de convívio, de aprendizagem que contribuiu para o seu crescimento enquanto ser humano. À frente de todas estas instituições temos os dirigentes associativos, que na sua grande maioria desempenham de forma gratuita as suas funções. São eles que organizam, que dão a cara, que sacrificam o tempo que poderiam dedicar à família ou a outros fins em prol da causa que abraçaram, lutando, procurando soluções e dando o seu melhor. Ser dirigente de forma voluntária sempre foi e é um ato de cidadania. Mas nestes tempos de crise, com a evidente falta de recursos materiais e financeiros, a tarefa torna-se cada vez mais ingrata, pelo que ser hoje um dirigente associativo é também um grande ato de coragem. Se todas as pessoas dedicassem parte do seu tempo para apoiar uma causa de interesse público, ficaríamos todos a ganhar. O associativismo é uma escola de vida. Um espaço de permanente aprendizagem. O que mais se aprende na vida associativa são as relações humanas. As instituições são espaços vivos e dinâmicos de encontros e desencontros, que nos ensinam a melhorar a qualidade da existência humana. No meu caso, faço associativismo em duas nobres instituições. Há mais tempo na Associação de Paralisia Cerebral da Madeira, e, recentemente, na Associação de Andebol da Madeira. Nestas duas fortes organizações, procuramos fazer pelo melhor e manter a “chama bem acesa”. Já agora aproveito este espaço para publicitar, no caso da APCM, a venda de rifas com aliciantes prémios oferecidos por privados e a próxima edição da “Porcalhada”, no dia 5 Abril. O dinheiro angariado nestas duas iniciativas será, obviamente, revertido para a instituição. No caso da AAM, sublinho as recentes comemorações do 26º Aniversário da associação. Dirigentes, árbitros, técnicos, atletas e encarregados de educação, todos juntos para assinalarem mais um ano de uma pujante instituição. Parabéns!
Bernardo Vasconcelos Professor