Há qualquer coisa de absurdo na invocação continuada de ridículas teorias da conspiração na vida pública regional. Quando não se trata de pura artimanha politiqueira para disfarçar erros e sacudir responsabilidades, mais não costuma ser do que uma forma de rendimento mínimo de vitimização política para enganar distraídos. As tenebrosas maquinações, segundo a arenga habitual, são sempre “cozinhadas” pelos vis inimigos internos em concluio perverso com os “poderosos” adversários externos. Visam sempre, mas sempre, tramar, através de cambalachos inomináveis, o poder instituído indefeso e inocente – coitadinhos! Querem, sempre, inevitavelmente, fazer regressar a Madeira e o seu Povo a um passado longínquo de trevas e de exploração pela cleptocracia dominante – o Tio Patinhas que o diga! O universo caricatural destas conspirações ficcionadas e repetidas demonstram bem o abismo entre a realidade do dia a dia e um discurso oficioso que já nada diz às pessoas. Há um poder que se fechou e, infelizmente, pela fresta do castelo, pensa que os Madeirenses acreditam nas histórias de quadradinhos. Entre leigos ou letrados fala só de vez em quando, que nós, às vezes, calados, dizemos mais que falando António Aleixo (1899-1949) poeta popular

Miguel Albuquerque Candidato a líder do PSD-M