A abordagem que trago ao tema em título até pode parecer mas não pretende ser um exercício de crítica pelo prazer da crítica. É, tão-somente, a assunção da minha incapacidade de compreensão perante certas decisões sobretudo quando se declara a necessidade de, por via do actual enquadramento, a Região ter de ser altamente selectiva em relação aos investimentos públicos Comecemos pela parte mais fácil, que se limita a exprimir uma opinião “estética”em relação às praças: - gosto da do Mar mas não gosto da do Povo! Porque apreciava, nesta última, aquela praia que a Natureza tão generosamente nos tinha concedido e de que o Homem decidiu abdicar. Esta opinião, no entanto, é tão somente isso pelo que de nada serve mas vamos então às incompreensões. Na Praça do Mar, a que eu gosto, construiu-se um edifício que presumo alguém terá estudado em termos de rentabilidade e utilidade para a cidade, tendo-lhe destinado um determinado fim. Vários milhões de euros depois, esse alguém (ou outrem, não sei) chegou à conclusão que porreiro afinal era ter lá um hotel. Assim, sem mais nem o quê e muito menos polémico que a cor das luzes de Natal. Digo porreiro porque, a serem verdade os números sobre as negociações adiantadas entre a Região e o futuro concessionário, seguramente que o critério para esta alteração não foi o da rentabilidade do investimento nem muito menos para suprir uma qualquer necessidade premente de alojamento. A Praça do Povo, a tal que não aprecio, essa é para mim um fenómeno desde antes da sua idealização. Porque não consigo compreender a lógica de, perante um monte de lixo que temos de varrer, o fazermos para a frente da porta da nossa casa, onde recebemos os convidados! Julgo legítimo, nesta altura, questionar o futuro deste espaço pois temo que possa ser porreiro ali fazer um parque de diversões ou plantar umas rulotes de cachorros-quentes. Se deu para um cais e uma praia… Quem paga isto tudo? Descansemos pois não somos nós mas a Lei de Meios, esse saco de dinheiro que se enche por artes mágicas que não à conta das taxas e taxinhas que cada contribuinte tem de pagar… Bom Natal e que 2015 traga pelo menos alguma parcimónia, que não somente na utilização de caracteres…
André Barreto, Empresário