José Mendes Nas próximas eleições do PSD Madeira, há candidatos para todas as medidas. Da experiência de governação autárquica, passando pelas lides europeias, acabando na gestão recente da própria região, argumentos não faltam para votar num candidato em detrimento de outro. Ainda assim, o maior argumento, aquele que serviu de base à derrota do PSD nas últimas eleições, mantém-se válido e verdadeiramente clarificador. O ciclo político de Alberto João chegou ao fim! Dizem-no as pessoas que, em 2012, votaram em caras novas e em ideias renovadas, demonstram-no os dependentes desse ciclo, que tudo fazem para o perpetuar por mais alguns anos. Esse plano de manutenção toma forma na candidatura de Manuel António, desde a utilização recorrente e abusiva do Jornal da Madeira, com a capa para o candidato e a última página para o mentor. Com a repetição vazia de slogans populistas, á imagem do que Alberto João habilmente fazia, esquecendo que os “candidatos do povo” não se fabricam atrás de uma secretária, mas junto das pessoas nas horas mais difíceis. Por isso, o projecto de Manuel António é claro e legítimo, a continuação da política e do caminho definido por Alberto João. Todavia, o voto é livre e só vai nisso quem quer!