José Luís Rodrigues de Castro Fiquei estupefacto ao ler a notícia do dia 24 de Novembro sobre a possível obra do Museu de CR7 no espaço onde residem as nossas embarcações como as dos clubes e associações. Existem muitos espaços sem ser o referido local. Com certeza que Cristiano Ronaldo não quererá ver os seus troféus danificados ou até mesmo perdidos, pois todos sabemos que aquele local não é nada benéfico para os acolher devido às intempéries e à maresia, que dão cabo de tudo. Há poucas sugestões de localizações alternativas mas algumas são válidas. Para mim a mais central é, de caras, o edifício junto às Vespas, pertencente aos Portos, que está fechado há quatro anos e é ponto de passagem para os transeuntes do corredor da Praça do Mar. É a opção mais viável devido aos muitos turistas e não só que por ali passam, com parque de estacionamento a escassos metros para carros e carrinhas que transportam muitas crianças para visitar o Museu. É o sítio certo. Meu Deus, será que ninguém pensa nisto? Ou será que a cabeça de muita gente só pensa em açambarcar milhões? Infelizmente, só não vê quem é cego. Há alguns dias atrás cruzei-me no Funchal, por mera coincidência, com um indivíduo ligado a um dos clubes náuticos. Abordei-o sobre esta situação. A minha ideia era ver se realmente havia um elo de ligação entre nós, os proprietários de embarcações, e os clubes. Falei abertamente sobre a questão mas infelizmente o homenzinho enrolou, enrolou e nada disse. Tomem atenção, somos humanos, queremos sentirmo-nos vivos. Cuidado, “os gananciosos morrem sozinhos”. Esta é uma das frases que eu divulgo com muito orgulho. Por hábito e por natureza, o madeirense tem por ser uma pessoa muito invejosa. Mas vou pensar que o CR7 e as pessoas ligadas ao projecto têm consciência e não se esquecem que o referido local é de todos nós. Também têm conhecimento das canoas, embarcações e todo o tipo de barcos ali estacionados, não esquecendo as dezenas ou muitas centenas de crianças que admiram verdadeiramente CR7 e temem perder um espaço a que têm direito e onde se sentem bem. Também nós tememos vir a perder o local onde estão as nossas embarcações, calhau onde todos os da minha geração palmilharam por muitos e muitos anos. Por favor, deixem este nosso espaço, somos todos nós a pedir. Para finalizar, pedimos o bom senso a todas as pessoas empenhadas neste projecto e que reflictam muito. Contamos muito, em especial, com o apoio incondicional de todos os clubes.