A entrada de companhias aéreas low cost num destino distinguido pela sustentabilidade, como é o caso dos Açores, tem de ser gerida com cautelas, explicou hoje, Nikki White, no 40º Congresso da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT). O presidente da APAVT, Pedro Costa Ferreira, por sua vez, parte do "princípio que mais concorrência não é má notícia" para o destino.
A especialista em Destinos e Sustentabilidade da ABTA (Associação britânica de agentes de viagens) alertou os congressistas para o crescente nível de preocupação dos turistas europeus, entre outros temas, com questões relacionadas com direitos humanos e bem estar animal, remetendo indirectamente para a recente questão do abaixo-assinado que correu a internet apelando aos turistas para boicotarem o Algarve devido ao cavalo que morreu de maus tratos junto à EN 125 sem que as autoridades portuguesas tenham intervindo.
"Tudo o que tem a ver com sustentabilidade não tem retorno imediato, mas constrói confiança no futuro das empresas, nos clientes que reservam viagens e na sustentabilidade da indústria", adiantou a especialista.
