Mara Coelho Li, atenta, o último artigo de opinião do sr candidato Miguel Albuquerque, pretenso candidato a presidente do governo desta terra. E concordo que se deva falar claro. E para quem não faz fretes e fala de insinuações, todo o artigo do sr candidato é uma insinuação em si mesma.

Se pretende falar claro, elucidando os madeirenses e os militantes do seu partido, devia falar de temas sensíveis como os casos de Rui Marote, seu vice presidente na CMF durante anos, cunhado de Jaime Ramos, bem como dos contratos do União e a “Placar Verde”; de Roberto Marote, sobrinho de Jaime Ramos, dono da “Woodpaint” e intermediária da CMF para contratos de fornecimento; de quantos membros do Jaime Filipe Ramos tinha na Assembleia Municipal do Funchal; do posicionamento de Jaime Ramos nas ultimas eleições internas; do que é feito de Jaime Filipe Ramos e da sua equipa da Autonomia XXI, que seguramente está escondido debaixo do tapete juntamente com outros esqueletos para mais tarde aparecer sob o argumento da união

Poderá ainda referir o porquê de não ter apoiado uma comissão eleitoral enquanto Jaime Ramos ditava as regras e regulamentos destas eleições, à semelhança do que acontece no seu partido a nível nacional, bem como na globalidade dos países da oposição em Portugal e na Europa desenvolvida. Esclareça a sua cumplicidade ou não com o actual secretariado. Fale claro sobre a nomeação da sua actual esposa para chefe de divisão na CMF quando o sr era presidente da CMF, cargo que o actual executivo não quis manter. Fale também claro sobre a inclusão em bloco, nas suas listas, de (seis) membros do actual grupo parlamentar do PSD na ALM liderado por Jaime Ramos.

Falar claro é falar sobre estas questões. Falar claro é ser transparente. Falar claro é não ter telhados de vidro. Assim passávamos de insinuações a esclarecimentos. Os madeirenses merecem.