Ana Gouveia A “boa nova” na Paróquia do Socorro é a de que as missas do Parto serão celebradas às 19h30 e não às 06h00, como é habitual. Questionado o senhor padre da paróquia sobre esta mudança de horário que tanto descaracteriza esta tradição, a justificação fornecida foi a de não ter disponibilidade de manhã, aliado ao facto de não ter encontrado nenhum outro pároco que o substituísse. Inconformada com este cenário, contactei varias pessoas amigas e entre elas encontrei um pároco que tinha disponibilidade para celebrar as missas às 06 da manhã. Eis que a minha pequena “conquista” surpreendeu o senhor padre da paróquia, o qual, de modo incoerente com a justificação que avançara, recusou tal solução. Num momento em que tanto se fala do distanciamento entre a Igreja e as pessoas, são gestos como estes, ou a falta deles, que promovem esse afastamento, com o condão neste caso concreto de aniquilar uma das tradições natalícias mais importantes a nível regional. Desde criança que me lembro de ir às missas do parto de manhã, de mão dada com a minha mãe, chamando os vizinhos pelo caminho. Hoje estou triste, a minha mãe está triste e muitos paroquianos estarão igualmente tristes. Pela primeira vez em muitos anos não haverá missa do parto de manhã na paróquia onde vou desde pequenina. Os dias que antecedem o Natal não terão a mesma magia. O chamamento para Deus depende também dos que o representam na terra. O Papa Francisco tem-no feito de forma brilhante!!!O senhor padre da paróquia do Socorro deveria seguir o seu exemplo.