Perdeu-se uma rica oportunidade de termos uma praça bem bonita e adaptada ao local e à Região Eu não me encontrava na Madeira quando a chamada Praça do Povo Superior, juntamente com os seus poios relvados, foi inaugurada, mas logo que cá cheguei fui ver semelhante obra de arte numa das zonas mais nobres da nossa cidade, como que a dar as boas vindas a quem nos visita com chegada de barco. Fui ver essas obras, pois só tinha visto fotografias e a maquete, em que aparecia uma marina com iates de luxo. Percorri todo aquele espaço por duas vezes, mas não consegui descobrir, de acordo com a dita maquete, onde se situava a dita marina….ainda pensei que talvez seja mesmo na parte da frente onde estão uns batelões a construir, penso eu, o futuro molhe para atracar mais um barco com turistas, mas só quando o mar estiver bom.., mas pensei, não isso aí não chega e certamente iria atrapalhar todo o apoio que um barco de cruzeiro precisa em terra….Depois pensei que poderia ser aquele espaço, em frente ao local onde estão uns cubos de cimento a substituir o iate dos Beatles, o Vagrant, mas também não dava, é muito pequeno e super estreito…Conclui que a única hipótese seria uma marina para canoas…. Em seguida dediquei-me a apreciar a parte ajardinada, construída em poios com rampas muito longe umas das outras, em especial para quem tem problemas de mobilidade e precisa de utilizar uma cadeira de rodas. Reparem bem, no caso de entrar por qualquer dos lados, tem que percorrer mais de meio caminho em cada “poio” para chegar ao que fica imediatamente a seguir. Estranhei muito a maneira de construir os relvados. Numa parte com placas de cimento com alvéolos onde a relva foi semeada, provocando uma irregularidade muito grande no piso, pois a máquina de cortar relva não consegue pôr relva e cimento ao mesmo nível, tem que ficar a relva um pouco mais alta, provocando desequilíbrios na locomoção, mesmo que fosse “aparada” todos os dias. Na outra parte que foi semeada a relva e depois colocada uma rede de ferro por cima não percebemos qual é a sua finalidade. Tanto num lado como noutro não será possível alguns dos amanhos culturais obrigatoriamente feitos num relvado: escarificação e arejamento, principalmente em relvados em que o pisoteio é muito grande. Aliás a rede provoca um pisoteio muito mais gravoso do que sem ela. Quando se pisa a relva com a rede, a área de compressão é muito maior do que se for só o pé…Parece-me que a variedade da relva não foi a melhor, pois só conheço um tipo de relva que se usa junto ao mar, por causa da maresia, que até um nome significativo “ By the Sea” e não é essa que lá está semeada. Já se notam manchas amarelas, certamente que devido às últimas chuvas, não é, por falta de rega ou por utilização de água de consumo (por ter lexívia), mas sim por deficiente construção do relvado e ainda aqui vamos…. Passemos à apreciação das árvores e outras plantas que lá estão. Fiquei com pena de ver oliveiras, que nada nos dizem, jacarandás que embora produzam uma flor abundante , mas é atacada por um insecto que pode provocar escorregamentos de pessoas quando as pisam e já temos de fartura na nossa cidade, algumas plantas da Laurisilva, que devem ser vistas no seu próprio ambiente, Tipuanas que existem em abundancia e outras que poderiam muito bem dar lugar a árvores que possam transmitir uma certa tropicalidade, nomeadamente, Coqueiros, Spathodeas, Eritrinas, Ravenalas Delonix Regia (conhecida por Acácia Rubra), Caesalpina pulcerrima, Crotons, Frangipanias, àrvores do fogo e algumas outras espécies de palmeiras tropicais e subtropicais, que com as alterações climatéricas que se avizinham, poderiam brindar, para além dos madeirenses os turistas que nos visitam. Em relação às plantas herbáceas e de cobertura de solo, temos os Irisines (planta herbacea de cor avermelhada que lá se encontra) que já começaram a ficar escanzeladas e que, quando podadas não mostram grandes exuberância, os Kalanchöes já começaram a perder a floração, os Agapanthus (coroas de Henrique) não têm lugar num lugar nobre como o pretendido…Não há dúvida que o espaço ficou bonitinho para inaugurar, mas dentro de dias será um péssimo cartão de visita para a cidade, a avaliar por outros espaços que são propriedade e mantidos pelo Governo Regional. Um espaço destes merece estar bonitinho em permanência e para isso torna-se muito trabalhoso, para além de exigir um viveiro bem cuidado para substituir as plantas que vão morrendo ou ficando feias….Penso que este projecto não foi feito por um arquitecto paisagista madeirense ou radicado na Madeira…Perdeu-se uma rica oportunidade de termos uma praça bem bonita e adaptada ao local e à Região, independentemente da sua existência ou não… Já agora Gostaria de referi que na Rua 5 de Outubro e na Rua 31 de Janeiro, o relevê da estrada, está ao contrário, que em caso de uma cheia, levará a água para o lado das casas, dos comércios, para a Rampa do Cidrão e Rua da Alfandega e Largo do Pelourinho, pois aquele aborto daquela ponte (a ponte PP1) que liga estas duas ruas ser motivo para recolha da água da ribeira, em caso de cheias, provocando inundações e muitos prejuízos, de nada servindo os muros altos que ladeiam a ribeira…Já agora para que se plantaram tantas buganvilleas para correrem em cima das ribeiras. De dois em dois metros chegava e não de meio em meio metro (foi mesmo para vender plantas)…Para terminar, quando me coloquei em cima das pontes que unem as duas ribeiras fiquei com a sensação que estava em cima de um pequeno rio que corre da foz para a nascente e que acabava num mar de lama, abaixo da ponte do mercado e à laia de emenda, colocaram uma proa de betão, virada para o mar como que a separar as águas marinhas que sobem as ribeiras ….. Duarte Caldeira Ferreira

Perdeu-se uma rica oportunidade de termos uma praça bem bonita e adaptada ao local e à Região

Eu não me encontrava na Madeira quando a chamada Praça do Povo Superior, juntamente com os seus poios relvados, foi inaugurada, mas logo que cá cheguei fui ver semelhante obra de arte numa das zonas mais nobres da nossa cidade, como que a dar as boas vindas a quem nos visita com chegada de barco. Fui ver essas obras, pois só tinha visto fotografias e a maquete, em que aparecia uma marina com iates de luxo. Percorri todo aquele espaço por duas vezes, mas não consegui descobrir, de acordo com a dita maquete, onde se situava a dita marina….ainda pensei que talvez seja mesmo na parte da frente onde estão uns batelões a construir, penso eu, o futuro molhe para atracar mais um barco com turistas, mas só quando o mar estiver bom.., mas pensei, não isso aí não chega e certamente iria atrapalhar todo o apoio que um barco de cruzeiro precisa em terra….Depois pensei que poderia ser aquele espaço, em frente ao local onde estão uns cubos de cimento a substituir o iate dos Beatles, o Vagrant, mas também não dava, é muito pequeno e super estreito…Conclui que a única hipótese seria uma marina para canoas…. Em seguida dediquei-me a apreciar a parte ajardinada, construída em poios com rampas muito longe umas das outras, em especial para quem tem problemas de mobilidade e precisa de utilizar uma cadeira de rodas. Reparem bem, no caso de entrar por qualquer dos lados, tem que percorrer mais de meio caminho em cada “poio” para chegar ao que fica imediatamente a seguir. Estranhei muito a maneira de construir os relvados. Numa parte com placas de cimento com alvéolos onde a relva foi semeada, provocando uma irregularidade muito grande no piso, pois a máquina de cortar relva não consegue pôr relva e cimento ao mesmo nível, tem que ficar a relva um pouco mais alta, provocando desequilíbrios na locomoção, mesmo que fosse “aparada” todos os dias. Na outra parte que foi semeada a relva e depois colocada uma rede de ferro por cima não percebemos qual é a sua finalidade. Tanto num lado como noutro não será possível alguns dos amanhos culturais obrigatoriamente feitos num relvado: escarificação e arejamento, principalmente em relvados em que o pisoteio é muito grande. Aliás a rede provoca um pisoteio muito mais gravoso do que sem ela. Quando se pisa a relva com a rede, a área de compressão é muito maior do que se for só o pé…Parece-me que a variedade da relva não foi a melhor, pois só conheço um tipo de relva que se usa junto ao mar, por causa da maresia, que até um nome significativo “ By the Sea” e não é essa que lá está semeada. Já se notam manchas amarelas, certamente que devido às últimas chuvas, não é, por falta de rega ou por utilização de água de consumo (por ter lexívia), mas sim por deficiente construção do relvado e ainda aqui vamos…. Passemos à apreciação das árvores e outras plantas que lá estão. Fiquei com pena de ver oliveiras, que nada nos dizem, jacarandás que embora produzam uma flor abundante , mas é atacada por um insecto que pode provocar escorregamentos de pessoas quando as pisam e já temos de fartura na nossa cidade, algumas plantas da Laurisilva, que devem ser vistas no seu próprio ambiente, Tipuanas que existem em abundancia e outras que poderiam muito bem dar lugar a árvores que possam transmitir uma certa tropicalidade, nomeadamente, Coqueiros, Spathodeas, Eritrinas, Ravenalas Delonix Regia (conhecida por Acácia Rubra), Caesalpina pulcerrima, Crotons, Frangipanias, àrvores do fogo e algumas outras espécies de palmeiras tropicais e subtropicais, que com as alterações climatéricas que se avizinham, poderiam brindar, para além dos madeirenses os turistas que nos visitam. Em relação às plantas herbáceas e de cobertura de solo, temos os Irisines (planta herbacea de cor avermelhada que lá se encontra) que já começaram a ficar escanzeladas e que, quando podadas não mostram grandes exuberância, os Kalanchöes já começaram a perder a floração, os Agapanthus (coroas de Henrique) não têm lugar num lugar nobre como o pretendido…Não há dúvida que o espaço ficou bonitinho para inaugurar, mas dentro de dias será um péssimo cartão de visita para a cidade, a avaliar por outros espaços que são propriedade e mantidos pelo Governo Regional. Um espaço destes merece estar bonitinho em permanência e para isso torna-se muito trabalhoso, para além de exigir um viveiro bem cuidado para substituir as plantas que vão morrendo ou ficando feias….Penso que este projecto não foi feito por um arquitecto paisagista madeirense ou radicado na Madeira…Perdeu-se uma rica oportunidade de termos uma praça bem bonita e adaptada ao local e à Região, independentemente da sua existência ou não… Já agora Gostaria de referi que na Rua 5 de Outubro e na Rua 31 de Janeiro, o relevê da estrada, está ao contrário, que em caso de uma cheia, levará a água para o lado das casas, dos comércios, para a Rampa do Cidrão e Rua da Alfandega e Largo do Pelourinho, pois aquele aborto daquela ponte (a ponte PP1) que liga estas duas ruas ser motivo para recolha da água da ribeira, em caso de cheias, provocando inundações e muitos prejuízos, de nada servindo os muros altos que ladeiam a ribeira…Já agora para que se plantaram tantas buganvilleas para correrem em cima das ribeiras. De dois em dois metros chegava e não de meio em meio metro (foi mesmo para vender plantas)…Para terminar, quando me coloquei em cima das pontes que unem as duas ribeiras fiquei com a sensação que estava em cima de um pequeno rio que corre da foz para a nascente e que acabava num mar de lama, abaixo da ponte do mercado e à laia de emenda, colocaram uma proa de betão, virada para o mar como que a separar as águas marinhas que sobem as ribeiras …..

Duarte Caldeira Ferreira