João Silva A propósito das directas do PSD-M, um velho ditado popular nunca foi tão actual. Dividir para reinar. É precisamente isso que Alberto João Jardim mais tem feito. O surgimento de tantos candidatos tem tido o seu apoio, mesmo se não o diz publicamente. Derrotar Miguel Albuquerque é o seu único propósito. Que Manuel António, João Cunha e Silva e Jaime Ramos se prestam a esse serviço, ninguém se pode espantar porque foram e são os homens fortes do seu regime. O recente episódio do Conselho Regional, onde Manuel António não levantou a voz e aprovou uma proposta de Alberto João acerca da impugnação das eleições, e agora, dois dias depois, diz discordar, revela tudo. Que Sérgio Marques e Miguel Sousa alinhem nessa jogada, quando fazem crer, desde há pouco tempo, que também são seus opositores, já não se entende. Porque juntos não terão mais de dez por cento dos votos, estão a prestar um grande serviço ao Jardinismo. Estão a fazer exactamente aquilo que o ainda Presidente do PSD quer, impedir uma maioria absoluta a primeira volta. Estão a pensar mais em si própios do que no PSD e na Madeira. Se não estão- Sérgio e Sousa- a fazê-lo deliberadamente, então é ainda mais grave. Não percebem ou não querem perceber, o que se está a passar no terreno. O que não é de admirar, porque as suas candidaturas não passam de encenações mediáticas e não têm correspondência directa nos militantes que irão votar. Os militantes sabem votar. Já o demonstraram. Sabem o que querem. Não se vão deixar enganar, como alguns querem fazer crer.