Daniel Borges O Centro Internacional de Negócios da Madeira é de extrema importância para a economia da Madeira e disto nenhum candidato às eleições internas do PSD Madeira tem dúvidas. Pese embora, que durante os meus 18 anos que eu trabalho numa Management, sempre alertei para apoiar e promover esta praça aliciante, no entanto, o nosso Governo Regional sempre fez ouvidos de mercador, somente há sensivelmente 4 anos é que deram a devida atenção a este assunto. O porquê desta atitude nobre, é muito simples, foi quando começaram a “fechar” a torneira dos fundos europeus e necessitavam de uma nova alavanca para a economia madeirense. Foi desta forma ironicamente, que descobriram o CINM como o El Dorado da Ilha da Madeira, conjuntamente com o Turismo. Foi também com algum humor que ouvi o candidato Dr. Miguel Sousa, no debate entre as candidaturas às eleições internas do PSD Madeira, a afirmar que devíamos tornar público o capital social da SDM, quando na conferência que organizei no Hotel Four Views, no ano passado, com mais de 100 participantes, o mesmo Dr. Miguel de Sousa afirmou que não concordava comigo em relação à SDM ser pública. Outra situação que me inquietou ao longo destes anos foi quando abordei o nosso antigo euro deputado Sérgio Marques (membro da Comissão de Desenvolvimento Regional no Parlamento Europeu, de 1999 até 2009) no qual confio e que fez um excelente trabalho no Parlamento Europeu, no entanto o feedback em relação a esta matéria foi sempre o mesmo: “esta não é a minha área de comissão, desconheço o funcionamento do CINM”; ora bem, se o Governo Regional tivesse interesse no CINM com certeza que o nosso deputado Europeu estaria muito mais informado assim como intercederia no Parlamento Europeu a nosso favor. O que mudou desde então? Será que finalmente entenderam que para negociar com uma União Europeia exigente só pode, caso a SDM seja concessionada pelo Governo Regional da Madeira e pelo Governo da República e não por uma mera empresa privada? A União Europeia não negoceia com empresas, mas sim com Estados ou Governos. Acrescentaria ainda que o impacto na promoção do CINM seria completamente diferente, caso a concessionária fosse o Governo da Republica ou Governo Regional da Madeira, a Madeira teria uma grande margem de manobra negocial, em relação a futuras vantagens e benefícios fiscais. Acredito neste momento, que todos os candidatos já entenderam que o CINM tem de ser um projecto nacional e não somente regional. Num momento em que estamos a privatizar o País, este é daqueles instrumentos financeiros que deve ser público e português. É neste âmbito, que é necessário apostar em pessoas competentes e com experiência no CINM, de modo a promover e catapultar esta importante plataforma de desenvolvimento económico da Madeira e Portugal e evitar politizar o CINM.