O processo eleitoral em curso no PSD-Madeira permite concluir que a única candidatura verdadeiramente reformista é a nossa. Vinculados apenas ao interesse público e ao bem comum, completamente distantes de grupos de interesses e de pressão, temos a liberdade e a coragem para mudar aquilo que tiver de ser mudado.
Questões como as relativas ao modelo de gestão dos portos, às ligações marítimas e aéreas, às decisões financeiras que são necessárias para garantir o reforço do investimento na promoção turística, às questões relativas às parcerias público-privadas, à reestruturação no sector da saúde, implicando ruturas nas políticas e nos protagonistas, bem como em todas as decisões que sejam fulcrais para o futuro da Região, serão enfrentadas sob um único objetivo e critério: a defesa da Madeira e dos Madeirenses.
Este compromisso de salvaguardar o interesse da Madeira, sendo o partido apenas instrumental para resolver as questões que preocupam os Madeirenses, é inegociável. Aliás, esta opção não vem de agora, pois este modo de atuação está em coerência com a nossa prática e ação.
A experiência governativa que tenho demonstra que foram tomadas decisões que permitiram ganhos evidentes para o interesse público, mesmo que contra interesses particulares. Para o demonstrar, e a mero título de exemplo, basta ter em conta as decisões tomadas a propósito da gestão de resíduos e da reestruturação do sector da banana.
No caso da gestão dos resíduos, a opção de não renovar a concessão a privados na exploração da Meia Serra e das estações de triagem e transferência resultou numa poupança de 41,7 milhões de euros desde 2008, o que, tendo sido poupado pelo erário público, foi perdido por alguém.
Outro exemplo é constituído pelas cooperativas de banana. Até 2008, acumulavam prejuízos, na ordem dos 12 milhões de euros, os agricultores recebiam tarde e mal, e os preços não evoluíam. Com a solução da GESBA, aumentaram os preços pagos aos produtores, assegurou-se o pagamento a tempo e horas e obteve-se uma redução significativa do passivo. Em consequência, verificou-se a retoma da confiança no setor, o aumento das áreas cultivadas e o incremento da produção.
Estes exemplos provam que não hesitamos na defesa do interesse público e que não cedemos a grupos nem a lobbies. Reafirmo, perante todos os madeirenses e porto-santenses, que será este o modo de atuação para o futuro, assumindo uma vocação reformista que não cederá perante seja quem for.
Ao nível económico, que fique claro, apostaremos nas empresas, queremos atrair e estimular o investimento interno e externo, mas garantimos que, connosco nos destinos da Região, as oportunidades criadas serão acessíveis e iguais para todos.
Com toda a convicção, reestruturaremos o que tiver de ser reestruturado, e faremos as mudanças necessárias, porque agiremos em total liberdade, desprendidos de quaisquer compromissos, que não sejam os do interesse público, até porque neste processo interno não negociamos com ninguém, nem oferecemos “cargos”, nem oportunidades para o futuro a troco de votos ou de apoios.
Da nossa parte, pela distância dos “interesses”, pela prática e vontade reformista, e pelo processo e competência das equipas, assumimo-nos como os verdadeiros reformistas, empenhados e capazes de abrir, a sério, um novo ciclo na vida do PSD e da Madeira. [email protected]
Manuel António Correia