É hora de abrir regos.
As alucinações entre social-democratas atingiram níveis suspeitos. Das seis uma: Houve um aumento exponencial de consumo de substâncias proibidas e a saúde pública não deu por nada? Os delfins e seus fiéis seguidores meteram-se no ‘bloom’? A água da rede pública está contaminada? Nenhuma candidatura tem certeza do valor que julga e diz ter? Os empenhados candidatos só agora perceberam que só um vai ganhar? Uns e outros dão como adquirida uma presidencial impugnação?
Basta ler algumas das reacções públicas e publicadas a uma sondagem encomendada por um dos candidatos a fazer esquecer Jardim para percebermos que a emenda pode vir a ser bem pior que o soneto. Quem a solicitou revelou não ter a lucidez necessária para se distanciar do retrato entusiasmante, mesmo que feito num universo bem diferente das sondagens já publicadas e que, na pior das hipóteses, nem vota na próxima sexta-feira, nem é do PSD-M. Pior. Meteu o DIÁRIO ao barulho para tentar justificar o seu cuidado com o estudo, alegando que este jornal “optou por não realizar uma última sondagem”. Para além de propagandear uma mentira, o que revela uma faceta que eu desconhecia, a tentativa de intromissão abusiva na vida de um jornal, prova que, tal como Jardim, também se acha habilitado em dar ordens ou definir estratégias editoriais. Enganou-se na porta, tal como um seu apoiante, assumido perito em especulação, ao insinuar sem pruridos que Sérgio Marques encomendou uma sondagem por necessidade porque o DIÁRIO terá resolvido “cancelar a que tinha prevista”. Não contente, imaginou mesmo que o tenha feito porque a anterior “ia mais ao encontro dos interesses do DN”, sem revelar quais. Se pensasse, o que até nem dá muito trabalho, depressa concluiria que recorre ao mesmo e enganoso argumento do ainda líder do PSD-M, o mesmo que sempre tentou dizer que o DIÁRIO vai a votos sempre que há eleições, e que os nossos interesses são tão óbvios que Sérgio Marques depressa tomou a iniciativa de nos fornecer a sondagem realizada para que, no escrupuloso cumprimento da lei em vigor, pudéssemos publicá-la.
E é aqui que entram outros protagonistas, alguns dos quais manifestamente ressabiados e a estranhar que o DIÁRIO tenha publicado uma sondagem encomendada por um candidato a 5 dias das eleições. Porque não havia de publicar se a mesma respeita a lei e foi devidamente enquadrada? Não é notícia? Não tem informação relevante para o processo em curso? Não tem um alcance que, por sinal, nenhum comentador ousou dar sobre as aspirações políticas de quem a encomendou? O DIÁRIO sempre publicou em tempo útil resultados de estudos, pareceres, relatórios, auditorias e afins, encomendados por outras entidades. Por isso, a estranheza roça o ridículo. Tal como a amnésia fingida, como se este DIÁRIO plural não tivesse dado tudo sobre a sucessão no PSD-M, páginas e páginas com opiniões, equipas e moções, projectos e promessas. A ingratidão de alguns é eloquente, mas não surpreende. Afinal, os nossos interesses, plasmados no estatuto editorial, não são coincidentes com as conveniências de alguns candidatos. Jaime Ramos que o diga. Não quer incómodos. Aliás, nem responde às solicitações. Está ocupado com o sucessor do ‘Madeira Livre’ - panfleto a contas com custas judiciais de grande monta - a tal ‘Palhaçada’ que promete produzir informação. Pasme-se. Este empresário já estoirou com um jornal, tem sete rádios assentes numa só, embora receba verbas do Governo para ter produção própria em cada uma delas e ainda se julga uma referência imprescindível. Nem no circo.
Como o nível alucinações tende a subir, com jeito ainda alguém chama a si a vitória do Diogo Garcia ou da nova Miss Mundo...
Votem e amanhem-se. A história recente da Madeira é pródiga em uniões de facto e em junções circunstanciais de víboras ávidas de ajustes de contas. Só precisam de arranjar um inimigo comum. E o que se nota é que, mesmo sem Jardim, há ódios permanentes que também vão a votos esta sexta-feira.