Valeriano Rosário A época Natalícia não se resume simplesmente à aproximação das famílias, reconciliação, festas e bem-estar de todos (as). Infelizmente, existem alguns intrusos e medíocres, que de uma forma muito indiscreta, ou descarada, se quisermos, que se aproveitam desta ilustre época para se revelarem, promovendo o seu «beija-mão», de capela em capela, transmitindo aquele ar de coitadinho, tirando uma foto aqui, outra ali, na tentativa de passar uma esponja por cima da sujidade que causou ao longo do ano perante todos aqueles com quem teve de trabalhar (…).
A camuflagem perpetuada por tal gente é reconhecidamente pelo público em geral. Como é que um determinado dirigente tem a ousadia de fazer passar uma imagem de bom samaritano e sensato, quando na verdade ao longo do ano não comunica com ninguém, a não ser com os seus servos e quando o faz é de dente afiado, leva o ano a admoestar pessoas que se relacionam profissionalmente consigo, não contribui de uma forma construtiva para um bom ambiente de trabalho, não tem capacidade de liderança, não sabe gerir o tão almejado Serviços de Recursos Humanos, entra e sai do trabalho como quem vai para um velório e arrasta consigo algumas frustrações, que nos leva a crer, serem de carater esquizofrénico e autoritário?
Com a passagem da época da paz, como é a do Natal, volta ao seu estilo. Ou seja, muda de fato de macaco e regressa ao túmulo. Porém, antes de se camuflar e como a vergonha não tem preço, lá surge o convite a seu mando para o jantar de convívio, embora já não convença ninguém, a não ser os mesmos de sempre e com algumas baixas.
Este tipo de caricatura de gente e que só não vê quem não quer, que faz da Instituição que representa o seu jardim e lembrando-nos o tempo colonial, mais nos faz lembrar a toupeira que, aproveita os dias de sol para pôr a cabeça de fora, mas que subitamente a encolhe com o tempo mais adverso, refugiando-se na sua toca! Sem mais, identifica-te!