Délia Rodrigues O natal é, por incrível que pareça a época do ano em que as pessoas se transformam, tornam-se mais sensíveis, mas infelizmente essa sensibilidade manifesta-se pelo desejo de consumir ainda mais. O melhor presente que você poderá ter neste natal é ter um gesto corajoso para consigo próprio e contribuir para a sua própria mudança. Para que tal aconteça, compre, leia, ofereça e divulgue o livro de Thom Hartmann “ AS ÚLTIMAS HORAS DA ANTIGA LUZ DO SOL “, este será com certeza um dos livros mais importantes que alguma vez lerá na sua vida. Ao fazê-lo, você irá perceber a raiz do problema que está a afetar toda a humanidade e por arrasto o nosso planeta.

Como é que as pessoas podem pensar que está tudo a parecer tão bem, e estar tão mal? Como dizia John Buchan: “ A civilização é uma conspiração (...). A vida moderna é o convénio silencioso das pessoas confortáveis para manterem as aparências”. A nossa cultura é a expressão das nossas ideias coletivas, sobre como as coisas eram, são e serão. A consciência moderna foi formada por um conjunto de mitos, convicções e paradigmas (aos quais podemos chamar histórias) muito específicos, e foram estas histórias que nos trouxeram afluência e conforto, mas no entanto, paradoxalmente estão a acelerar o fim da nossa cultura.

Resumidamente podemos dizer que não somos uma parte integrante do mundo, estamos separados dele. A Terra (e toda a vida vegetal e animal que a habita) é algo diferente de nós. Chamamos a esta matéria diferente, “natureza” ou “selva”; chamamos a nós próprios “humanidade” ou “civilização”. Temos uma visão muito clara da diferença entre nós e o resto da vida no planeta - somos independentes dela, superiores a ela, e temos a nossa própria lei, daí que merecemos ser designados governantes de tudo o que vemos desde os mares até a lua e mais além. A Terra é a grande mãe de toda a vida e tem providenciado um lugar para todos os seres humanos, mas infelizmente escavam a sua carne e arrancam-lhe as entranhas com o equipamento mineiro.

Perfuram-na profundamente e extraem-lhe os seus fluídos com poços de água e de petróleo, atiram-lhe fuligem, lixo e fumo para o rosto e para o corpo, tudo isto para manter o que chamamos civilização. Toda a humanidade soube em tempos como viver em harmonia com a natureza, como viver de forma sustentável. Mas non passado recente, depois de mais de cinco mil gerações de cooperação, o domínio foi-se insinuando e espalhou-se pelo mundo como a gripe, infetando todo o planeta. Criada por uma doença mental indutora da ganância, culturalmente contagiosa, extremamente letal, e racionalizada pelos que distorcem a religião e a cultura para justificar o seu próprio domínio, a conquista e o roubo, esta mentalidade (independente do nome da religião, país ou cultura) é o que está a matar a terra e os seus habitantes. Não é a humanidade que está a matar a terra, essa é a consequência das histórias de um grupo atualmente dominante da humanidade que nos faz acreditar que o caminho para uma vida melhor é o consumismo, utilizando a inteligência para manipular a “máquina da natureza” segundo as suas conveniências. O livro “ As ultimas horas da antiga luz do sol”, deveria estar disponível nas bibliotecas, e ser divulgado nas escolas e universidades. Agora termino, com a conclusão do discurso de tomada de posse de John F. Kennedy:” (...) Com uma consciência tranquila como única recompensa e a história como juiz final dos nossos atos, marchemos avante para conduzir a Terra que amamos, pedindo a bênção e a ajuda de Deus, sabendo porém que aqui na Terra a sua obra deve ser, na verdade, tarefa nossa”.