No dia 19 de Dezembro, os militantes do PSD/M não se limitarão a escolher o próximo líder do Partido, mas principalmente o candidato a Presidente do Governo. Deixo aqui a minha visão sobre o que deve ser a próxima orgânica do Governo que tem de estar naturalmente em consonância com o novo paradigma de prosperidade e progresso que urge implementar. Venho defendendo um modelo de desenvolvimento de rosto humano baseado nos três pilares de um crescimento verdadeiramente sustentável: “competitividade económica”, coesão e inclusão social e preservação e valorização ambiental. Esta visão sobre o caminho que devemos trilhar, deve ter uma expressão concreta na estrutura orgânica do Governo Regional. Impõe-se equilibrar o pendor económico com o pendor social dando a cada uma destas duas vertentes um igual número de Secretarias Regionais (IEconomia, IIFinanças e IIITurismo por um lado e IVEducação, VSaúde, VISolidariedade Social e Emprego por outro). A inovação face à atual orgânica do Governo Regional consistiria na criação de uma nova Secretaria Regional da Solidariedade Social e Emprego, permitindo igualmente que o sector da Saúde fosse exclusivamente enquadrado numa tutela única com uma Secretaria Regional a ela dedicada em exclusivo. Daríamos com esta orgânica um duplo sinal: 1º Que a complexa e a relevantíssima problemática da Saúde na nossa região exige uma tutela política com total disponibilidade e em dedicação exclusiva. 2º Que não somos indiferentes à situação de emergência social em que vivemos e que, em coerência, queremos responder-lhe com uma tutela política forte e em exclusividade, nomeadamente no que concerne ao combate à pobreza e apoio social aos mais carenciados, mas também no que concerne ao principal flagelo social: o desemprego. Uma Secretaria Regional da Solidariedade Social e do Emprego representaria também o agente público principal da parceria que urge aprofundar com o conjunto das instituições particulares de solidariedade social (IPSS), formando uma rede em que deveriam estar integradas as Casas do Povo com uma nova filosofia de atuação, consubstanciada, em primeiro lugar, num apoio de proximidade às necessidades sociais das populações. Assumiríamos deste modo, e de uma forma plena, a natureza social democrata do futuro Governo Regional liderado pelo PSD/M. Um Governo que para além de fortemente empenhado em fazer ressuscitar em novas bases o crescimento económico, terá igualmente de envolver-se com a mesma intensidade na ajuda aos nossos concidadãos mais desfavorecidos. E que deve por isso dar o exemplo assumindo uma total rutura com o estatuto de privilégio que rodeia a classe política na nossa Região, acabando não só com Jackpot, acumulação de salários e pensões, subvenções vitalícias em formação mas também com todas as mordomias e regalias que estejam em dissonância com os tempos difíceis que atravessamos. Por último, o estratégico pilar da sustentabilidade ambiental deve traduzir-se numa VIISecretaria do Ambiente com um portefólio que incluiria as áreas do ordenamento do território, os recursos naturais, a energia, a segurança face aos riscos naturais e a proteção civil. Em suma, uma nova orgânica para libertar todo o potencial de prosperidade e progresso que resultará da implementação de um verdadeiro modelo de desenvolvimento inteligente, socialmente inclusivo e ambientalmente sustentável, em linha com a estratégia europeia 2020.
Sérgio Marques Candidato a líder do PSD-M