Foi no ano de 1997 que me filiei na JSD Madeira. Posteriormente, tornei‐me militante do PSD. Na época, juntava-me a colegas mais velhos para aprender: ouvia os seus debates e a saudável troca de ideias sobre caminhos a trilhar. A recordação dessas primeiras tertúlias espontâneas devolve‐me às noites brancas do “Amarras”, na Rua dos Murças. Partilhei a mesa com grandes amigos e membros de inestimável valor do nosso partido. Não mencionarei nomes, naturalmente, porque não faço triagem de amigos. Nem de correligionários. Todos foram e são importantes. Os primeiros indícios de discórdias internas já eram visíveis, embora ténues. Com o tempo, a intriga e a esterilidade sobrepuseram-se ao bem comum, pelo que me afastei da política. Não nego a imaturidade, mas recuar foi a melhor opção para quem sempre viu a política como uma actividade de serviço público. É certo que não somos fonte de todo o conhecimento, nem de toda a razão. Isso surge com a aprendizagem e com vivências que se querem úteis , independentemente do meio inserido. O conhecimento de causa é sempre parcial, pelo que a grande causa é o conhecimento, essa busca incessante. A ambição de aprender não era, por isso, compatível com um meio político em clara putrefacção, a caminho de um sistema nobiliárquico assente na linhagem. Um partido democrático não pode ser uma estrutura vertical e imóvel. Verticais têm de ser os homens. Por vezes, a verticalidade de uns é trampolim para outros. Sempre com a boca cheia de povo, o nosso líder carismático apelava à união dos militantes. Tornou-‐se célebre o “toque a rebate”. Eu confesso: ficava fascinado durante os seus discursos e seguia‐o de forma incondicional, certo de que vitória seria nossa, da Madeira, com o PSD como força-motriz. Com o passar dos anos, as ilusões foram perdendo validade. Afastei‐me da vida activa do partido, tornaram-se frágeis os laços com outros militantes. Fi-lo por desilusão, mas nunca duvidei de que o objectivo que nos movia era lutar por uma Madeira livre, desenvolvida e auto-‐suficiente. Mantenho essa centelha de sonho, mas o bem comum exige outros protagonistas. O poder, em Democracia, não é brinquedo de um homem. Cabe aos militantes do PSD/Madeira escolher quem irá conduzir o nosso partido nas próximas eleições. Estou convicto de que o próximo líder do PSD será o próximo Presidente do Governo Regional. Estou convicto de que Sérgio Marques é o candidato que reúne as condições para unir um partido fragmentado e reabilitar a relação de confiança com o eleitorado. A escolha de um candidato não é um processo fácil, mas não tive dúvidas no momento de procurar um rosto para os meus ideais. Sérgio Marques é o homem certo. Munido de um projecto válido, sugere um pacto de confiança que poderá devolver à Madeira o fulgor que perdemos. Candidato com um conhecimento profundo sobre a realidade das nossas gentes, fruto de uma generosidade que não é farsa, Sérgio Marques acumulou experiências, como deputado europeu, que reforçam as suas competências de liderança. Com esta liderança, a renovação do partido é uma garantia e calar não será programa político. Todos terão voz. Eu escolhi um homem que se preocupa. Um homem bom. Estou ao lado de um candidato que abraça causas dignas, entre elas a dignidade de um partido que deixou a limpeza da casa para homens a dias. Precisamos de militantes convictos, não de transeuntes que apanham boleia do carro mais bonito. O Sérgio é o líder que esta sempre disponível. Motiva-nos para que façamos do amanhã um dia melhor, com um futuro que não seja só tempo verbal que os nossos filhos aprendem na escola. Um futuro é lugar para viver. Com Sérgio Marques a líder o PSD e a Região, sei que a Madeira continuará a ser o destino de todos os dias. Viva…..
Ruben Santos